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Presidente venezuelano acusa EUA de procurarem "mudança de regime" de forma "terrorista"

Presidente venezuelano acusa EUA de procurarem "mudança de regime" de forma "terrorista"

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou esta sexta-feira os Estados Unidos de procurarem uma "mudança de regime" de forma "terrorista e militar", referindo-se ao envio por Washington de navios militares para águas junto à costa venezuelana.

Lusa /

"O que ameaçam tentar fazer contra a Venezuela, uma mudança de regime, um golpe terrorista e militar, é imoral, criminoso e ilegal", afirmou o Presidente num discurso no Parlamento venezuelano, em Caracas, transmitido obrigatoriamente pelas redes de rádio e televisão do país.

Maduro agradeceu a vários governos "a solidariedade, o apoio que deram à Venezuela e a rejeição mundial unânime que os Estados Unidos iniciem um conflito armado na América do Sul, somando-o aos fracassos no Vietname, Afeganistão, Iraque e Líbia".

O chefe de Estado afirmou ainda que o direito internacional "proíbe a ameaça do uso da força contra Estados soberanos e o uso da força contra Estados soberanos".

"A Venezuela voltará a vencer, conquistará novamente a paz, a estabilidade, o crescimento, a harmonia entre todos os venezuelanos e todas as venezuelanas, em qualquer circunstância que tenhamos vivido, essa tem sido a fórmula, Deus está connosco, porque Deus está com os corajosos, com os justos", acrescentou.

O Presidente disse também que é hora de "reunir a vontade nacional" e de deixar de lado as diferenças "menores ou internas", para que o país petrolífero fale "a só voz".

Maduro convocou na passada quinta-feira uma jornada de alistamento das "forças milicianas" para este o fim de semana, em resposta ao patrulhamento de navios militares nas águas do Caribe anunciado pelos Estados Unidos.

Dias antes, na segunda-feira, o Presidente ordenou a deslocação de 4,5 milhões de milicianos, distribuídos por todo o país, depois dos Estados Unidos duplicarem para 50 milhões de dólares (43 milhões de euros) uma recompensa por informações que possam conduzir à sua captura.

Na terça-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Washington está preparada para "usar todo o seu poder" para travar o "fluxo de drogas para o seu país", o que incluiria o envio de navios e soldados para as águas do mar das Caraíbas perto da Venezuela.

De acordo com a CNN, os Estados Unidos começaram a enviar 4.000 fuzileiros para as águas da América Latina e do Caribe para combater os cartéis de tráfico de drogas, para além de reforçarem a presença militar na região com aviões-radar e três contratorpedeiros com capacidade antimíssil.

Na quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, apelou aos Estados Unidos e à Venezuela para que "resolvam as diferenças por meios pacíficos".

A Venezuela recebeu o apoio dos países da Aliança Bolivariana para os Povos da América (ALBA), assim como de aliados como a China, Irão e Rússia.

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