Preso palestiniano consegue garantia de liberdade ao fim de seis meses de greve da fome

Khalil Awawdeh estava preso sem culpa formada e sem saber de que era acusado. As autoridades israelitas suspeitavam-no de ser operacional da Jihad Islâmica, mas nunca chegaram a acusá-lo. Para que não continuassem a renovar-lhe o regime de detenção administrativa, entrou em greve de fome. Ao fim de meio ano, garantiram libertá-lo. Há 743 presos palestinianos nesse regime.

RTP /
DR

Após 181 dias de greve de fome, Khalil Awawdeh concordou em suspender a recusa de alimentos e aparece num tweet a tomar o seu primeio chá, depois de as autoridades israelitas se terem comprometido a libertá-lo em 2 de outubro próximo.



Khalil, de 40 anos, pai de quatro filhos e residente na aldeia de Ithna, próximo de Hebron, era alvo de suspeitas por parte das autoridades de ocupação israelitas de que faria parte do braço armado da Jihad Islâmica.

Fora colocado em detenção administrativa em 27 de dezembro, sem lhe ser feita alguma acusação e sem ser confrontado com as suspeitas que levaram à sua detenção. A detenção administrativa de seis meses foi depois renovada e Khalil entrou em greve de fome.

Devido à sua saúde periclitante, foi internado no Centro Médico Shamir, em Tzrifin, mas recusou-se a suspender a greve de fome enquanto não lhe fossem dadas garantias de ser libertado. Na semana passada e nesta, o Supremo Tribunal de Justiça recusou o pedido de libertação que foi apresentado pelo advogado de Khalil.

Contudo, na noite de ontem, chegou-se a um acordo de libertação para o dia 2 de outubro, que ficou escrito. As redes sociais palestinianas fizeram por isso circular amplamente um tweet em que Khalil aparece na cama do hospital a fazer o V da vitória.
A organização israelita de direitos humanos HaMoked aproveitou para lembrar a situação de 743 presos palestinianos em regime de detenção administrativa, sem culpa formada e sem saberem quando poderão ser acusados ou libertados.

Também a deputada da Lista Conjunta, Aida Touma-Sliman, reagiu ao acordo de libertação comentando: "É tempo de acabar com a política de detenções administrativas - agora!"
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