Primeira acusação por assassínio, sete anos após atentado de Omagh na Irlanda do Norte
Sete anos após o atentado mais mortífero em 30 anos de conflito na Irlanda do Norte, um electricista foi hoje formalmente acusado pelo assassínio das 29 pessoas mortas em 1998 em Omagh.
Em 15 de Agosto de 1998, a explosão de um automóvel armadilhado na principal rua comercial da pequena cidade de maioria católica de Omagh (Irlanda do Norte) violava os acordos de paz assinados quatro meses antes.
Foi um balanço de vítimas nunca antes registado nesse conflito: 29 mortos e mais de 300 feridos, alguns dos quais guardam ainda hoje sequelas do drama.
Sean Hoey, 35 anos, o acusado, está há vários anos encarcerado perto de Belfast e à espera de julgamento por uma dúzia de atentados, na sua maioria falhados.
É a primeira pessoa inculpada de assassínio em ligação com o atentado de Omagh. Já era acusado de posse de explosivos e de pertencer ao IRA, a organização clandestina que reivindicou o atentado.
Quinta-feira, 61 novas acusações, 29 das quais por assassínio, foram acrescentadas por um magistrado à lista de crimes que já impendiam contra Sean Hoey.
As famílias das vítimas do atentado esperavam com impaciência este momento desde o drama. O seu porta-voz, Michael Gallagher, que perdeu um dos filhos, assistiu hoje à audiência de os olhos fixos no acusado.
"Devemos ter fé na justiça e confiar na equipa que realiza o inquérito e a acusação", declarou.