Primeira-ministra ucraniana termina formação do governo

A primeira-ministra designada da Ucrânia, Iulia Timochenko, anunciou que já tem constituído o executivo, cuja composição será revelada quinta-feira depois do parlamento a confirmar no cargo, na sessão de apresentação do programa do governo.

Agência LUSA /

"O executivo está completo e também todo o elenco de chefes da administração regional", assegurou Timochenko numa entrevista ao jornal on-line Ukrainska Pravda.

A formação do governo foi precedida de intensas negociações, com encontros sucessivos entre a primeira-ministra designada e os líderes dos principais grupos parlamentares.

Timochenko precisou que não conta com nenhum antigo ministro ou chefe de administração regional, mas declinou revelar os nomes do novo executivo, à excepção de Alexandre Turtchinov na pasta do Interior.

Quanto ao programa do governo, deixou claro que se trata do programa do presidente Viktor Iuchtchenko, figura emblemática da oposição que saiu vitoriosa da "Revolução Laranja".

Os analistas políticos são unânimes em admitir que Timochenko não só não deverá ter dificuldade em obter os necessários 226 votos favoráveis dos deputados, como poderá inclusivamente ir até aos 250, numa câmara única com 450 assentos.

Segundo as mesmas fontes, o problema da chefe do executivo designada foi contentar aliados de Iuchtchenko na distribuição das pastas, como é o caso dos socialistas de Olexandre Moroz.

Moroz reconheceu na segunda-feira ter chegado a "acordo verbal" com o Presidente, nos termos do qual os nomes por si recomendados terão uma em cada seis pastas ministeriais, devendo ainda ocupar outras funções no aparelho de estado, nomeadamente ao nível regional, quando estão em jogo cerca de 4.000 cargos.

Os socialistas pediram a Iuchtchenko as pastas da Educação, Agricultura e Política Industrial, deixando cair as do Interior e Finanças.

O nome do empresário Petro Porochenko, do Partido da Solidariedade, é apontado para a direcção do Conselho de Segurança Nacional e de Defesa, enquanto Oleh Rybatchuk, ex-colega de Iuchtchenko no Banco Central da Ucrânia, está na calha para ser vice- primeiro-ministro encarregue da integração europeia.

A tarefa mais espinhosa que o novo executivo ucraniano tem pela frente é, no entender dos analistas, cumprir a promessa de aumentar as pensões mínimas de reforma de 48 euros, correndo o risco de fazer disparar a inflação porque fazem falta mais de 2.300 milhões de euros, não contemplados no orçamento.

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