Primeira-ministra vai integrar Comissão Política da FRELIMO
A primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo, deverá integrar a comissão política da FRELIMO, elevando para quatro o número de membros do novo governo que fazem parte do principal órgão do partido no poder.
Segundo Manuel Tomé, porta-voz da VI sessão do comité central da FRELIMO, que hoje termina em Maputo, a primeira-ministra de Moçambique é a única candidata à substituição na Comissão Política de Rafael Maguni, falecido no ano passado.
Actualmente, integram a comissão política da FRELIMO a ministra dos Negócios Estrangeiros, Alcinda Abreu, o ministro do Interior, José Pacheco, e a ministra da Mulher e da Acção Social, Virgília Matabele.
O comité central da FRELIMO deverá escolher ainda João Carrilho, antigo vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, igualmente único candidato à substituição na Comissão Política de Teodato Hunguana, eleito para o Conselho Constitucional, criado em 2003, disse Manuel Tomé.
Hoje, o comité central irá confirmar Armando Guebuza como presidente da FRELIMO, cargo que irá ocupar simultaneamente com o do chefe de Estado, após a renúncia de Joaquim Chissano, na última sexta- feira.
Manuel Tomé disse à imprensa que o ex-presidente moçambicano colocou o seu cargo de responsável máximo do partido à disposição por considerar "inconveniente" ocupar o posto quando já deixou a Presidência da República.
Armando Guebuza irá acumular os cargos de presidente e secretário-geral da FRELIMO.