Primeiras eleições locais no Lesoto desde a independência

Os habitantes do pequeno reino montanhoso do Lesoto, encravado no coração da África do Sul, estão a votar hoje nas primeiras eleições locais organizadas neste país depois da independência do Reino Unido em 1966.

Agência LUSA /

Os eleitores devem eleger os seus representantes em 129 conselhos municipais, com um terço dos lugares reservado a mulheres.

Segundo um correspondente da France Presse, em muitas mesas de voto da capital, Maseru, e arredores a taxa de participação foi muito fraca, algumas delas com não mais de uma dezena de eleitores.

O primeiro-ministro do Lesoto, Pakalitha Mosisili, tinha anunciado a realização destas primeiras eleições locais em 2004, afirmando que elas "são o ponto alto da democracia".

"Apenas elas permitem aos cidadãos tomarem nas suas mãos os seus negócios e o seu desenvolvimento", afirmou então.

Sem apelar a um boicote ao escrutínio, sete partidos da oposição, reunidos na coligação do Congresso do Povo do Lesoto (LPC), mostraram-se cépticos, sublinhando que o papel e os poderes dos novos conselheiros não foram ainda definidos claramente.

Em teoria, os novos conselhos devem ser responsáveis pela gestão de diversos sectores como a educação, saúde, distribuição de terras, agricultura, impostos locais e ainda prevenção da criminalidade.

No entanto, as eleições realizam-se sem que tenham sido criadas infra-estruturas para os conselhos, os quais não dispõem ainda nem de instalações nem de meios de comunicação elementares, como o telefone.

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