Primeiros resultados apontam para segunda volta nas presidenciais do Equador
As eleições presidenciais do Equador deverão ser decididas numa segunda volta, com resultados parciais a darem uma vantagem curta ao atual presidente do Equador e candidato à reeleição, Daniel Noboa.
Noboa, da aliança conservadora Ação Democrática Nacional (ADN), lidera com 45,41% dos votos já contados, segundo resultados parciais das eleições presidenciais.
De acordo com os dados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador, a candidata do partido de esquerda Revolução Cidadã, Luísa González, tinha 42,23% dos votos.
Cerca de três horas e meia após o fecho das urnas, estavam contados cerca de 40% das urnas.
Caso nenhum dos candidatos obtenha pelo menos metade dos votos, o Equador irá a uma segunda volta entre Noboa e González, que já se enfrentaram nas eleições de 2023, realizadas após a demissão antecipada do então presidente Guillermo Lasso.
Uma sondagem realiza à boca das urnas chegou a prever inicialmente que Noboa venceria à primeira volta.
Os outros 14 candidatos seguem muito atrás dos dois favoritos.
O terceiro candidato mais votado, com 4,88%, é o líder indígena Leónidas Iza, denunciou o tratamento favorável a Noboa na preparação das eleições.
Mais de 13,7 milhões de eleitores equatorianos foram às urnas para eleger o Presidente e os parlamentares da Assembleia Nacional, numa altura em que o país continua assolado pela violência relacionada com o tráfico de drogas.