Príncipe Harry funda ONG no Lesoto em homenagem a Lady Di

O príncipe Harry de Inglaterra fundou no Lesoto uma organização de beneficência para crianças órfãs por causa da Sida, seguindo o trabalho da mãe, a falecida princesa Diana, informou o gabinete do pai, o Príncipe de Gales.

Agência LUSA /

Em homenagem a Lady Di, que morreu num acidente rodoviário em Paris há quase nove anos, a organização chamar-se-á "Sentebale", que significa `não me esqueças` no idioma local.

"Gostaria de prosseguir o melhor que puder o que ela começou, e que melhor local para o fazer que aqui", declarou Harry, 21 anos, terceiro na ordem de sucessão ao trono de Inglaterra, na cerimónia de baptismo da sua Organização Não-Governamental (ONG).

A nova ONG, que será administrada por Clarence House, residência oficial de Carlos de Inglaterra, ocupar-se-á do orfanato Mant`ase, naquele país africano.

No quadro da fundação da organização, Harry viajou para o Lesoto naquela que é a sua quarta visita a este pequeno reino do sul de África, onde se encontrou com uma velha amiga, Mutsu Potsane, uma pequena de seis anos que conheceu há dois anos no mesmo orfanato.

Harry é co-fundador de "Sentbale" juntamente com o príncipe do Lesoto, Seeiso Bereng Seeiso, irmão mais novo do rei Letsie III e também órfão de mãe desde 2003.

Durante a cerimónia, Harry prestou homenagem à inspiração "enorme" que a recordação da mãe constituíra para lançar a ONG, assim como à falecida mãe do príncipe Seeiso.

"As nossas mães estavam fortemente envolvidas na luta contra a Sida e nomeadamente o trabalho em favor dos órfãos", declarou o jovem príncipe.

Questionado sobre se pensava que a princesa Diana ficaria orgulhosa do seu trabalho humanitário, respondeu: "acredito que sim".

"Este é o nosso sítio", afirmou.

"Começamos com projectos pequenos. Enquanto outras organizações se concentram noutras zonas, aqui não há ninguém, só estamos nós", acrescentou.

O Lesoto é um dos países mais pobres do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) por habitante que não ultrapassa, em média, 451 dólares por ano.

Cerca de 31 por cento dos seus 1,8 milhões de habitantes estão infectados pelo vírus do HIV-SIDA, uma das taxas mais altas do mundo, e a pandemia foi declarada "emergência nacional".

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