Mundo
Prisioneiro deportado após 12 anos em Guantánamo sem culpa formada
Um prisioneiro de Guantánamo foi deportado para o seu país de origem, a Argélia, 12 anos depois de ter sido capturado no Paquistão e levado para a prisão no enclave norte-americano em Cuba. A organização de direitos humanos Reprieve, que o tem representado legalmente, festejou a notícia, mas não pôde dar a certeza de que o prisioneiro seria libertado pelas autoridades argelinas.
Segundo a Reprieve, o argelino Ahmed Belbacha foi capturado em 2002 pelas autoridades paquistanesas e entregue à CIA. Desde então, "o sr. Belbacha foi submetido a interrogatórios violentos, maus tratos físicos e prisão em regime de incomunicabilidade às mãos das autoridades dos EUA".
A Reprieve sublinha igualmente que "nos 12 anos da sua detenção, ele nunca foi acusado ou julgado por qualquer crime, e as revisões aprofundadas do seu processo levadas a cabo tanto pela Administração de Bush como pela de Obama concluíram que Ahmed não era perigoso e não sabia nada de terrorismo".
Polly Rossdale, da equipa da Reprieve para Guantámo lembra que "o Governo dos EUA deteve alegremente Ahmed durante mais de uma década, sem sequer lhe dar a possibilidade de responder a acusações infundadas". E acrescenta: "Aplaudimos os esforços agora feitos, por muito tarde que venham, para corrigir uma pequena parte do mal infligido, e para mandar para casa prisioneiros que desde logo nunca deviam ter sido forçados a suportar este pesadelo".
Belbacha trabalhava na companhia nacional de petróleo argelina, Sonatrach, mas o início da guerra civil atraíu sobre ele e sobre a sua família ameaças de grupos fundamentalistas islâmicos, que o levaram a emigrar para o Reino Unido.
Embora enalteça o empenhamento das autoridades argelinas em conseguir que Belbacha pudesse deixar o campo de prisioneiros de Guantánamo, a Reprieve é algo ambígua sobre a sorte que pode esperar o prisioneiro no regresso à Argélia, limitando-se a relatar que "os advogados da Reprieve reuniram-se com representantes do Governo argelino e receberam garantias de que Ahmed será tratado de forma justa e humana no seu regresso ao país".
Em 2007, o advogado de Belbacha tinha manifestado receios de que, em caso de deportação para a Argélia, ele pudesse ser vítima de maus tratos, por ser dado crédito às iniciais alegações norte-americanas, que o davam como suspeito de ligações terroristas.
Com a deportação de Belbacha para a Argélia, a população prisional de Guantánamo fica a cifrar-se em 154 prisioneiros.
A Reprieve sublinha igualmente que "nos 12 anos da sua detenção, ele nunca foi acusado ou julgado por qualquer crime, e as revisões aprofundadas do seu processo levadas a cabo tanto pela Administração de Bush como pela de Obama concluíram que Ahmed não era perigoso e não sabia nada de terrorismo".
Polly Rossdale, da equipa da Reprieve para Guantámo lembra que "o Governo dos EUA deteve alegremente Ahmed durante mais de uma década, sem sequer lhe dar a possibilidade de responder a acusações infundadas". E acrescenta: "Aplaudimos os esforços agora feitos, por muito tarde que venham, para corrigir uma pequena parte do mal infligido, e para mandar para casa prisioneiros que desde logo nunca deviam ter sido forçados a suportar este pesadelo".
Belbacha trabalhava na companhia nacional de petróleo argelina, Sonatrach, mas o início da guerra civil atraíu sobre ele e sobre a sua família ameaças de grupos fundamentalistas islâmicos, que o levaram a emigrar para o Reino Unido.
Embora enalteça o empenhamento das autoridades argelinas em conseguir que Belbacha pudesse deixar o campo de prisioneiros de Guantánamo, a Reprieve é algo ambígua sobre a sorte que pode esperar o prisioneiro no regresso à Argélia, limitando-se a relatar que "os advogados da Reprieve reuniram-se com representantes do Governo argelino e receberam garantias de que Ahmed será tratado de forma justa e humana no seu regresso ao país".
Em 2007, o advogado de Belbacha tinha manifestado receios de que, em caso de deportação para a Argélia, ele pudesse ser vítima de maus tratos, por ser dado crédito às iniciais alegações norte-americanas, que o davam como suspeito de ligações terroristas.
Com a deportação de Belbacha para a Argélia, a população prisional de Guantánamo fica a cifrar-se em 154 prisioneiros.