Professores da Escola Portuguesa de Luanda em greve por tempo indeterminado

Professores da Escola Portuguesa de Luanda em greve por tempo indeterminado

Um grupo de professores da Escola Portuguesa de Luanda (EPL) iniciou hoje uma greve por tempo indeterminado, devido à falta de respostas do Governo português sobre o subsídio de instalação, disse à Lusa fonte dos grevistas.

Lusa /

Em declarações à Lusa, Manuela Duarte adiantou que são 40 os professores que concorreram ao concurso público das Escolas Portuguesas no Estrangeiro, e fazem parte dos quadros, mas não tiveram o apoio de instalação, como prevê o Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio.

Segundo a professora, os docentes continuam à espera de respostas do Ministério da Educação, frisando que a situação nada tem a ver com a direção da EPL.

"Nós concorremos, somos do quadro, entrámos para a Escola Portuguesa de Luanda, mas as condições prometidas não foram concretizadas", realçou, salientando que o grupo de professores afetados paralisou as aulas, mas continuam a lecionar os outros docentes que se encontram em situação diferente.

A decisão da greve por tempo indeterminado foi tomada numa reunião, a 27 de outubro, entre os docentes da EPL e o Sindicato de Todos os Profissionais de Educação -- S.T.O.P, que abrange igualmente os professores da Escola Portuguesa de Díli, por motivos idênticos.

"O Ministério da Educação, Ciência e Inovação tem entraves burocráticos à aplicação dos apoios previstos na legislação", refere-se na convocatória do S.T.O.P, referindo ainda que os professores "exigem a aplicação imediata dos diplomas acima referidos em todas as EPE [Escolas Portuguesas no Estrangeiro], que já deveriam ter ocorrido a 01 de setembro de 2025, sem discriminações de qualquer índole".

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