Profissão de bombeiro é a mais perigosa para o coração
A profissão de bombeiro é, nos Estados Unidos, a mais perigosa para o coração, segundo um estudo hoje publicado que mostra que 45 por cento das mortes ocorridas após o exercício das diferentes missões resultam de um acidente cardiovascular.
Por comparação, a taxa de mortes no local de trabalho devido a um ataque cardíaco é apenas de 22 por cento nos oficiais da polícia, 11 por cento nos funcionários dos serviços de urgência dos hospitais e de 15 por cento no conjunto das outras profissões, sublinha este estudo publicado no New England Journal of Medicine, a ser posto à venda quinta-feira.
Os investigadores analisaram as estatísticas nacionais das mortes de bombeiros no exercício das suas missões entre 1994 e 2004 nos Estados Unidos, não tendo sido levadas em conta as mortes consecutivas de bombeiros ocorridas quando dos ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001.
Foi também calculada a proporção média anual de tempo ocupado pelos bombeiros nas suas diferentes tarefas. A taxa de mortes por ataque cardíaco ocorrido em bombeiros durante operações de extinção de fogo foi de 32,1 por cento. As respostas a um alarme de incêndio num prédio provocaram respectivamente 13,4 por cento e 17,4 por cento do total dos ataques cardíacos nos bombeiros. Durante os treinos físicos a taxa de morte foi de 12,5 por cento e de 15,4 por cento durante o exercício de funções não ligadas a situações de urgência. Os autores deste estudo explicam que esta elevada incidência de mortes por ataque cardíaco nos bombeiros é devida aos esforços intensos que efectuam quando das operações de extinção de incêndios e à sua falta de preparação física. ALF.
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