Programa letivo israelita substitui o palestiniano em escolas de Jerusalém

Programa letivo israelita substitui o palestiniano em escolas de Jerusalém

O Governo-geral de Jerusalém Este denunciou hoje que Israel vai impor, a partir deste ano letivo, o seu programa educacional nas escolas palestinianas desta zona da cidade, ocupada pelo Exército israelita em 1967 e anexada em 1980.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"A imposição do currículo israelita a mais de 45.000 estudantes de Jerusalém constitui um ataque sistemático contra a identidade das gerações de Jerusalém e uma violação do direito internacional", refere um comunicado publicado por aquele órgão.

O porta-voz daquela entidade, Maruf Al Rifai, alertou na mensagem para as "graves repercussões" da decisão das autoridades de Israel de impor o currículo israelita em todos os novos cursos dos primeiro e sétimos anos que começarão amanhã o seu ano letivo nas escolas públicas de Jerusalém Este.

"Isto constitui um ataque ao direito dos estudantes de Jerusalém a uma educação baseada em currículos que reflitam a sua história, identidade e cultura nacional", lamentou Al Rifai.

Segundo o diário israelita Haaretz, o número de estudantes palestinianos que frequentarão o ensino pelo programa israelita durante o ano letivo 2026-2027 atingirá os 39.363 em 105 escolas municipais.

Isto eleva o número total de estudantes afetados, segundo a Governo-geral de Jerusalém, para mais de 45.000, o que representa aproximadamente 38% dos cerca de 120.000 estudantes de Jerusalém Oriental.

Após a anexação de Jerusalém Oriental por Israel em 1980, o sistema educativo nas zonas palestinianas da cidade continuou a fazer parte do programa letivo da Cisjordânia, que inicialmente seguia o currículo jordano e depois foi substituído pelo palestiniano.

Segundo o Haaretz, nos anos mais avançados do básico e secundário (do segundo ao sexto e do oitavo ao décimo segundo respetivamente) ainda haverá aulas que usarão o programa palestiniano, e o mesmo continuará a acontecer nas escolas privadas e nos centros não oficialmente reconhecidos por Israel.

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