Prosseguem as manifestações na Suazilândia contra o rei Mswati III

Maputo, 09 set (Lusa) -- Milhares de pessoas estão hoje concentradas em Manzini, capital económica da Siuazilândia, na sequência de protestos contra o rei Mswati III que duram desde o início da semana.

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Os manifestantes começaram a desfilar por volta das 09:30 na rua principal de Manzini, sem que tenha havido intervenção policial, disse por telefone à Lusa uma ativista pró-democracia.

"Somos cerca de duas mil pessoas e até agora a polícia limitou-se a observar-nos de longe", disse Mary Pais da Silva, referindo que se encontrava na rua principal da cidade.

Na quarta-feira, a polícia de choque desbaratou pela força um protesto semelhante, agredindo e prendendo diversos manifestantes, segundo denúncias das forças pró-democracia na Suazilândia.

No mesmo dia, Zingiswa Losi, vice-presidente da COSATU, a poderosa confederação de sindicatos sul-africanos, ligada ao ANC, e o secretário adjunto para os assuntos internacionais da organização, Zanele Matebula, que estavam a acompanhar os protestos, foram detidos e deportados.

"Hoje, a situação está calma e, para além dos controlos policiais nas entradas da cidades não se vê nada de muito aparatoso", disse à Lusa Avelino da Corte, presidente da Associação de Portugueses de Manzini.

No entanto, afirmou que horas antes foram vistos militares nos arredores da cidade e que guardas prisionais estavam também a participar nas barreiras da polícia.

Relatos da oposição referem a realização de protestos na cidade de Siteki, perto da fronteira moçambicana de Goba, e em Mbabane, a capital.

A Suazilândia, a última monarquia absoluta a sul do Sahara, governada por um rei que, segundo despachos difundidos pela Wikileaks, os norte-americanos definem como "intelectualmente incapaz", encontra-se à beira da bancarrota e não cede na abertura de direitos políticos e civis.

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