Prosseguem buscas do incêndio de Carachi que matou pelo menos 26 pessoas

A operação de busca por 83 pessoas desaparecidas no centro comercial da cidade paquistanesa de Carachi, que ardeu no último fim de semana, prossegue hoje, com as equipas de resgate a atualizarem para 26 o número de mortos.

Lusa /

"O número de mortos chegou a 26 e há 83 desaparecidos", disse hoje à agência EFE Muhammed Atiq, porta-voz do serviço de resgate da Fundação Edhi, uma organização civil que funciona como serviço de apoio de emergência no Paquistão.

O incêndio no centro comercial Gul Plaza, um edifício de vários andares na movimentada cidade de Carachi, começou no sábado à noite e os bombeiros só conseguiram controlá-lo mais de 24 horas depois.

De acordo com o porta-voz dos socorristas, o rés-do-chão e o primeiro andar do edifício já foram evacuados e os trabalhos estão agora concentrados no segundo e terceiro andares do edifício.

O incêndio, o mais grave ocorrido em Carachi, que é a cidade mais populosa do Paquistão - com mais de 18 milhões de habitantes, segundo o último censo paquistanês -, destruiu um complexo que abrigava cerca de 1.200 lojas, a maioria de cosméticos, roupas e plásticos.

Na segunda-feira, as equipas de resgate arrefeceram a estrutura do centro comercial para impedir um colapso maior e retiraram os escombros que estavam espalhados pela rua.

Carachi, capital da província de Sindh, tem um histórico de incêndios mortais, muitas vezes atribuídos a padrões de segurança precários e construções ilegais.

Este incidente soma-se a uma lista recente no país, que inclui o incêndio de julho de 2024, que destruiu 300 barracas em Islamabad, e o de um mês antes, que destruiu 80 lojas ao lado da linha de comboio na cidade de Peshawar.

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