Protesto de professores no Rio de Janeiro termina em confrontos e com mais de 40 detidos

Rio de Janeiro, 15 out (Lusa) - Um protesto convocado pelos professores de escolas públicas do Rio de Janeiro terminou, esta noite, em confrontos entre manifestantes mascarados e a polícia, e com, pelo menos, 45 detidos.

Lusa /

A manifestação teve início de forma pacífica depois do sindicato dos professores de escolas públicas do Rio de Janeiro ter votado a favor da manutenção da greve que se prolonga há mais de dois meses.

O protesto foi convocado especialmente para assinalar o dia do professor, celebrado a 15 de outubro no Brasil, e reuniu cerca de 20 mil pessoas, segundo estimativas não oficiais. A marcha teve lugar no centro da cidade entre a Igreja Candelária e a Praça Cinelândia.

Cerca das 20:15 locais (00h15 de Lisboa), um pequeno grupo de jovens mascarados, identificados como elementos da vertente brasileira do bando internacional Black Bloc, caminhou em direção à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da cidade, onde ocorreram os primeiros confrontos.

A polícia lançou bombas de gás lacrimogéneo para tentar dispersar os manifestantes, enquanto o grupo, composto na sua maioria por jovens com a cara tapada, destruiu telefones públicos e agências bancárias e provocou focos de incêndio.

Um carro e um miniautocarro da polícia foram queimados, revelam as imagens transmitidas em direto pela estação local "Globo".

A violência chegou ainda à sede do consulado americano no Rio de Janeiro, cujo prédio ficou parcialmente danificado, nomeadamente com a quebra de vidros, revelou a Agência Brasil.

A confusão afetou também o bairro vizinho da Lapa, conhecido pela vida noturna. Donos dos bares fecharam as portas com clientes no interior dos espaços.

Às 22:00 locais (02:00 de hoje em Lisboa), 45 pessoas tinham sido detidas pela polícia, sob acusação de desacatos à autoridade e porte de pedras, segundo informações do portal "G1" da emissora Globo.

Pequenos tumultos ainda ocorriam na Praça da Cinelândia, onde polícias lançam bombas de gás lacrimogéneo para tentar dispersar os restantes manifestantes.

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