Protestos em Madrid. Quase quatro mil pessoas na rua contra Amnistia

Esta noite, milhares de manifestantes em Madrid, Barcelona e Valência protestaram diante das sedes do Partido Socialista Espanhol.

RTP /
Na capital, a manifestação na Rua Ferraz, no quartel-general do PSOE, foi particularmente violenta e obrigou à intervenção policial com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Acabaram por ser detidas duas pessoas em Madrid.

Cerca de 3.800 pessoas concentraram-se às portas da sede do PSOE e a tensão aumentou quando um grupo de manifestantes tentou derrubar as vedações da polícia que tentava impor a ordem num protesto não autorizado.

As manifestações foram convocadas nas redes sociais e contaram com a presença do líder do VOX, Santiago Abascal, e o vice-presidente de Castela e Leão, que se juntaram aos manifestantes que pediam a prisão de Pedro Sánchez e o fim da Amnistia que está a ser negociada com os partidos separatistas da Catalunha.

Muitos dos manifestantes traziam bandeiras de Espanha, franquistas e cartazes contra Carles Puigdemont e o governo socialista.

Estas manifestações, a terceira desta semana, acontecem numa altura em que se ultimam as negociações para a investidura de Pedro Sánchez e que tem como moeda de troca a aprovação de uma lei da Amnistia.

Pedro Sanchez já reagiu às manifestações. O secretário-geral do PSOE diz que atacar a sede do partido é um ataque à democracia.

Sánchez reagiu ao protesto através de uma publicação na rede social X, onde escreveu que ninguém será capaz de intimidar o partido com mais de 140 anos de história.

Sánchez termina a publicação a dizer: "seguiremos em frente".
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