Mundo
Protestos estudantis em França. Centenas de feridos em confrontos com a polícia
Após duas semanas de mobilização, os protestos estudantis em França continuam a gerar momentos de tensão. No início da semana, um adolescente de 15 anos perdeu a mão devido à explosão de uma granada.
Dezenas de milhares de alunos do ensino secundário estão esta terça-feira a manifestar-se em várias cidades de França. À medida que os dias de protesto passam, o número de feridos continua a aumentar.
No total, 215 estudantes ficaram feridos desde o início dos protestos, quer “na sequência de acidentes”, quer "por ação de outros indivíduos externos", segundo o Governo.
Além disso, foram registados mais de 700 feridos entre as forças de segurança e cerca de uma centena entre funcionários do Ministério da Educação. Rosário Salgueiro - correspondente da RTP em Paris
Na segunda-feira, na cidade de Lens, no norte de França, um adolescente de 15 anos perdeu a mão e parte do antebraço ao apanhar uma granada de atordoamento da polícia que detonou.
Na semana passada, em Tours (centro do país), outro aluno do ensino secundário com 16 anos perdeu a visão de um olho durante um bloqueio estudantil. Até ao momento, a polícia abriu dez inquéritos internos.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, garantiu esta terça-feira que as intervenções das autoridades estavam a ser realizadas com “a maior proporcionalidade”.
No entanto, a Comissão Nacional Consultiva dos Direitos Humanos, órgão que aconselha o governo, manifestou “profunda preocupação” com o “recurso desproporcional à força” e pediu ao Governo que “reforce o diálogo com a juventude” e “garanta o exercício dos seus direitos”.Um quarto dos liceus com aulas suspensas
A pouco mais de seis meses das eleições presidenciais, os alunos exigem mais recursos para as escolas. Têm recebido o apoio de sindicatos e de uma parte dos professores, que nalgumas cidades se têm juntado aos protestos. Jornal da Tarde | 6 de outubro de 2026
Os estudantes denunciam as más condições sanitárias dos edifícios, as salas de aula sobrelotadas ou as ausências de professores não substituídos.
No total, um quarto dos liceus (891 em 3.700) viram as suas aulas "suspensas, total ou parcialmente" esta terça-feira, segundo o Ministério da Educação.
"Hoje estou a manifestar-me porque tenho medo pelo meu futuro e quero reivindicar os meus direitos", explicou à agência France-Press a aluna Selma, de 15 anos, admitindo estar "um pouco zangada".
Segundo o Ministério do Interior, só esta manhã as manifestações reuniram cerca de 86 mil pessoas por todo o país.
Para esta tarde está prevista uma marcha em Paris para a qual foram mobilizados dois mil polícias e gendarmes.
c/ agências
No total, 215 estudantes ficaram feridos desde o início dos protestos, quer “na sequência de acidentes”, quer "por ação de outros indivíduos externos", segundo o Governo.
Além disso, foram registados mais de 700 feridos entre as forças de segurança e cerca de uma centena entre funcionários do Ministério da Educação. Rosário Salgueiro - correspondente da RTP em Paris
Na segunda-feira, na cidade de Lens, no norte de França, um adolescente de 15 anos perdeu a mão e parte do antebraço ao apanhar uma granada de atordoamento da polícia que detonou.
Na semana passada, em Tours (centro do país), outro aluno do ensino secundário com 16 anos perdeu a visão de um olho durante um bloqueio estudantil. Até ao momento, a polícia abriu dez inquéritos internos.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, garantiu esta terça-feira que as intervenções das autoridades estavam a ser realizadas com “a maior proporcionalidade”.
No entanto, a Comissão Nacional Consultiva dos Direitos Humanos, órgão que aconselha o governo, manifestou “profunda preocupação” com o “recurso desproporcional à força” e pediu ao Governo que “reforce o diálogo com a juventude” e “garanta o exercício dos seus direitos”.Um quarto dos liceus com aulas suspensas
A pouco mais de seis meses das eleições presidenciais, os alunos exigem mais recursos para as escolas. Têm recebido o apoio de sindicatos e de uma parte dos professores, que nalgumas cidades se têm juntado aos protestos. Jornal da Tarde | 6 de outubro de 2026
Os estudantes denunciam as más condições sanitárias dos edifícios, as salas de aula sobrelotadas ou as ausências de professores não substituídos.
No total, um quarto dos liceus (891 em 3.700) viram as suas aulas "suspensas, total ou parcialmente" esta terça-feira, segundo o Ministério da Educação.
"Hoje estou a manifestar-me porque tenho medo pelo meu futuro e quero reivindicar os meus direitos", explicou à agência France-Press a aluna Selma, de 15 anos, admitindo estar "um pouco zangada".
Segundo o Ministério do Interior, só esta manhã as manifestações reuniram cerca de 86 mil pessoas por todo o país.
Para esta tarde está prevista uma marcha em Paris para a qual foram mobilizados dois mil polícias e gendarmes.
c/ agências