Mundo
Publicar ou não fotos de Bin Laden morto, eis a questão
Morto numa operação de “navy seal” norte-americanos em Abottabad, no Paquistão, o líder da al Qaeda, Bin Laden, foi transportado para o porta-aviões norte-americano de onde terá sido alegadamente sepultado no oceano. A revelação das fotos então tiradas ao seu corpo está no centro de uma luta jurídico-política nos Estados Unidos.
Perante a natural curiosidade do mundo, concretamente dos norte-americanos, especialmente visados na ação terrorista da organização fundada por Bin Laden, de ver o corpo daquele que foi durante alguns anos o homem mais procurado pelos Estados Unidos, o Presidente Barack Obama não deu autorização para a libertação das imagens.
Para além de outras justificações, explicou na ocasião que as fotografias revelavam imagens de uma crueldade indiscutível e de uma violência indescritível cuja divulgação poderia instigar tanto a nível de organizações no interior como das próprias organizações terroristas um recrudescer da violência, que o presidente quis assim evitar e prevenir.
A verdade é que se há quem, como o presidente norte-americano, ache que a sua divulgação poderia incitar ao recrudescimento de atividades terroristas e incitar ao sentimento anti-americano já muito latente em determinadas partes do globo, outros há que defendem que o direito à informação suplanta todas as outras considerações e que por isso defendem o direito dos americanos a serem informados e poderem ver o corpo do odiado inimigo.
É o caso do observatório judicial [Judicial Watch] um grupo conservador de vigilância que, invocando o Ato do Liberdade de Informação [Freedom of Information Act] interpuseram um requerimento ao governo norte-americano, no sentido de conseguir obter as imagens pretendidas.
A CIA (Central Intelligence Agence) encontrou de facto cerca de meia centena de fotografias e filmes mas refugiando-se no facto de serem considerados materiais classificados e excecionados das regras gerais aplicáveis, recusou-se a libertar a documentação.
Insatisfeita com a rejeição governamental, a organização recorreu para tribunal tentando obter uma decisão que obrigue o governo federal a libertar as fotografias e os vídeos feitos pelos militares norte-americanos durante as 18 horas em que o corpo terá estado alegadamente na sua posse.
Alegaram perante os juízes federais que o governo não terá dado as suficientes justificações para a recusa.
Os juízes não parecem inclinados a dar razão à argumentação do grupo direitista norte-americano e estão cépticos em relação à possibilidade de obrigar o governo a libertar as tão desejadas imagens de Bin Laden.
Esta argumentação não colhe no seio dos juízes do tribunal federal. O juiz Merrick Garland veio mesmo contrariá-la afirmando que, ao contrário do que era alegado, o governo havia citado especiais preocupações de que as imagens pudessem ser usadas pela al Qaida em propaganda antiamericana e para assoberbar o sentimento antiamericano latente nalgumas partes do mundo.
Para além de outras justificações, explicou na ocasião que as fotografias revelavam imagens de uma crueldade indiscutível e de uma violência indescritível cuja divulgação poderia instigar tanto a nível de organizações no interior como das próprias organizações terroristas um recrudescer da violência, que o presidente quis assim evitar e prevenir.
A verdade é que se há quem, como o presidente norte-americano, ache que a sua divulgação poderia incitar ao recrudescimento de atividades terroristas e incitar ao sentimento anti-americano já muito latente em determinadas partes do globo, outros há que defendem que o direito à informação suplanta todas as outras considerações e que por isso defendem o direito dos americanos a serem informados e poderem ver o corpo do odiado inimigo.
É o caso do observatório judicial [Judicial Watch] um grupo conservador de vigilância que, invocando o Ato do Liberdade de Informação [Freedom of Information Act] interpuseram um requerimento ao governo norte-americano, no sentido de conseguir obter as imagens pretendidas.
A CIA (Central Intelligence Agence) encontrou de facto cerca de meia centena de fotografias e filmes mas refugiando-se no facto de serem considerados materiais classificados e excecionados das regras gerais aplicáveis, recusou-se a libertar a documentação.
Insatisfeita com a rejeição governamental, a organização recorreu para tribunal tentando obter uma decisão que obrigue o governo federal a libertar as fotografias e os vídeos feitos pelos militares norte-americanos durante as 18 horas em que o corpo terá estado alegadamente na sua posse.
Alegaram perante os juízes federais que o governo não terá dado as suficientes justificações para a recusa.
Os juízes não parecem inclinados a dar razão à argumentação do grupo direitista norte-americano e estão cépticos em relação à possibilidade de obrigar o governo a libertar as tão desejadas imagens de Bin Laden.
Esta argumentação não colhe no seio dos juízes do tribunal federal. O juiz Merrick Garland veio mesmo contrariá-la afirmando que, ao contrário do que era alegado, o governo havia citado especiais preocupações de que as imagens pudessem ser usadas pela al Qaida em propaganda antiamericana e para assoberbar o sentimento antiamericano latente nalgumas partes do mundo.