Pulverização de candidatos em Goa nas eleições a 2 de Junho
As eleições para a Assembleia de Goa, o estado com o Produto Interno Bruto (PIB) per capita mais alto da Índia, estão marcadas para 2 de Junho, concorrendo a elas 202 candidatos para meros 40 lugares.
Existem cerca de um milhão de eleitores no estado de Goa, dos quais 504,6 mil são mulheres.
Nas eleições, haverá 1066 secções de voto e cerca de 1500 máquinas de voto electrónico.
Apesar do habitual braço-de-ferro entre o Partido do Congresso ("Cong"), no poder, e o Bharatiya Janata Party (BJP), os pequenos candidatos poderão revelar-se determinantes para futuros equilíbrios políticos em Goa.
Destaque para Churchill Alemão, ex-membro do "Cong", que concorre às eleições estaduais pela recém-criada Save Goa Front (Frente de Salvação de Goa).
A campanha de Churchill Alemão é a mais vistosa, com os seus carros a carregarem uma réplica de um avião no tejadilho, representando a promessa de manutenção do aeroporto em Dabolim, no centro-litoral do estado.
Nos últimos dias, têm-se sucedidos alertas para o perigo de "arranjos pré-eleitorais". Alguma imprensa dá Churchill Alemão e outros ex-"Cong" próximos do Bharatiya Janata Party (BJP), o que poderia adulterar o sentido de voto dos eleitores.
"Estes acordos, sejam velados ou não, poderão afectar seriamente a escolha dos 40 lugares, pois muitos círculos eleitorais têm apenas 20 ou 22 mil votantes", observa a agência "Indo-Asian News Service".
O "Cong" detém o poder em Goa e apresenta-se às eleições com 32 candidatos. O chefe de fila é Pratapsingh Rane, ministro-principal de Goa, que em 2005 regressou ao cargo que ocupara diversas vezes (a primeira delas em 1980).
O programa do "Cong" destaca o fortalecimento de Goa como interface comercial, a melhoria da qualidade de vida e o combate ao desemprego.
Os seus maiores rivais são os nacionalistas do BJP, que concorrem em Goa com 33 candidatos, liderados por Manohar Parrikar, ministro-principal de Goa entre 2000 e 2005.
Ao "Cong", BJP e Save Goa Front juntam-se ainda 26 candidatos do Partido Maharshtrawadi Gomantak (MGP), seis do Partido Nacional do Congresso (NCP, aliado do "Cong"), quatro do Partido Comunista da Índia, 11 do Partido Democrático dos Goeses Unidos (UGDP), sete do Shiv Sena e ainda 50 independentes.
A Igreja Católica, referência para os 30 por cento de cristãos de Goa, apelou publicamente à punição "dos políticos que estão a vender o estado", umas das consequências do crescimento económico anual acima dos oito por cento.