Putin considera que apreensão de navios russos é "pirataria"

Putin considera que apreensão de navios russos é "pirataria"

Suécia e França, entre outros, apreenderam navios acusados de fazerem parte da frota utilizada por Moscovo para contornar sanções.

Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa
Sputnik/Kristina Solovyova - Pool via REUTERS

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta quarta-feira que a Rússia responderá na mesma moeda caso os países europeus apreendam navios mercantes russos, informou a agência de notícias estatal TASS.

É claro que isto não é mais do que pirataria e banditismo. E se isto for realmente posto em prática, seremos forçados a responder na mesma moeda", afirmou Putin.
A Suécia e a França, entre outros, apreenderam navios acusados de fazerem parte desta frota utilizada por Moscovo para contornar as sanções ocidentais impostas desde a ofensiva em larga escala na Ucrânia.

Segundo a agência de notícias estatal TASS, Putin sublinhou que qualquer ação de retaliação russa não se limitaria às águas onde os navios russos foram apreendidos, mas "acontecerá onde quer que consideremos necessário e apropriado".

Novas sanções, aprovadas pela União Europeia no final de julho para prejudicar esta importante fonte de receitas para a Rússia, abrem caminho à venda de petróleo e outras mercadorias apreendidas a estes navios.

"Observámos que as autoridades de certos países (...) consideraram recentemente a possibilidade de apreender os nossos navios e vender as mercadorias que nos roubaram",
declarou Vladimir Putin.

"Se isto se concretizar, teremos de responder simetricamente", acrescentou Vladimir Putin à margem dos exercícios navais no Extremo Oriente russo, acrescentando que Moscovo agirá "onde quer que consideremos necessário e apropriado, em qualquer lugar".A Suécia decidiu entregar à Ucrânia um navio cargueiro da frota fantasma russa, apreendido no início de março e que transportava, segundo Kiev, trigo ucraniano roubado de territórios ocupados.

Vladimir Putin discursava a bordo do cruzador russo Varyag, ao largo da costa da ilha Sacalina, onde a Marinha russa realiza exercícios militares.
Guilherme de Sousa- RTP Antena 1

Estes exercícios ocorrem uma semana antes das manobras militares conjuntas entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, planeadas para simular um possível ataque da Coreia do Norte.

A tensão é elevada na região, com Kiev e Seul a acusarem Pyongyang e Moscovo de intensificarem a sua cooperação militar.

O presidente russo afirmou ainda que a NATO está a infiltrar-se na região Ásia-Pacífico e a criar tensão no Ártico.

"A NATO está a infiltrar-se na região, novos blocos político-militares estão a ser formados e novos sistemas de armas que representam uma ameaça para a Rússia estão a ser implantados ou estão programados para serem implantados", alertou.

c/ agências
Tópicos
PUB