Putin desdramatiza as divergências entre a UE e a Rússia

O presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se quinta-feira conciliador com a União Europeia, apesar das diferenças existentes e reconheceu que as duas partes têm de fazer concessões para alcançar acordos.

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"Não há que dramatizar. Temos problemas mas vamos resolvê-los conjuntamente", disse Putin numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker.

Nos últimos meses, a União Europeia e Moscovo tiveram alguns desentendimentos, protagonizados em boa parte por alguns países do Leste da Europa que se juntaram à União Europeia (UE) em 2004.

A Polónia decidiu vetar o início das negociações de um acordo de cooperação estratégica entre a UE e a Rússia devido ao bloqueio russo às exportações de carne polaca.

Também desagradaram a Moscovo, que ameaçou abertamente com uma eventual escalada armamentista, as negociações da Polónia com os Estados Unidos para albergar uma base de mísseis de intercepção do escudo antimíssil planeada pelo Pentágono.

O conflito entre a Rússia e a Estónia motivado pela retirada da capital deste último país de um monumento aos soldados soviéticos da II Guerra Mundial acabou por criar um ambiente pesado na cimeira UE-Rússia da semana passada.

Nessa cimeira, a detenção de manifestantes contra Putin e o seu Governo aumentaram as críticas europeias à situação dos direitos humanos e das liberdades na Rússia, que foram acolhidas muito friamente pelo inquilino do Kremlin.

Putin fez quinta-feira um esforço para oferecer um lado mais flexível e salientou: "Ás vezes temos que estabelecer compromissos", não deixando de advertir que os países da Europa Central e de Leste "devem fazer o mesmo".

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