Mundo
Guerra na Ucrânia
Putin deverá visitar a China em outubro
O presidente russo deverá viajar até à China em outubro próximo, com a visita a coincidir com o fórum “Uma Faixa, uma Rota”. A informação foi avançada pelo Conselheiro de Política Externa do Kremlin, Yury Ushakov, avança a agência estatal russa TASS.
"Recebemos um convite e temos a intenção de nos deslocarmos à China no decurso do Fórum 'Uma Faixa, Uma Rota' que decorre em outubro", indicou Ushakov citado pelas agências noticiosas russas e numa referência à iniciativa chinesa de investimento global em infraestruturas.
Em 2017 e 2018, o presidente russo participou na China nas primeiras edições da iniciativa chinesa que pretende reforçar o projeto da “nova Rota da Seda”, com o desenvolvimento de investimentos, estradas, portos, caminhos-de-ferro e infraestruturas no estrangeiro.
Em março desde ano, Xi Jinping viajou até Moscovo e firmou vários acordos económicos com o Kremlin.
A China já apresentou uma proposta de cessar-fogo, mas Kiev e os aliados ocidentais rejeitaram o plano, considerando que o mesmo concedia ganhos territoriais aos russos.
Pequim tem sido um dos maiores beneficiários do conflito, ao conseguir comprar matéria-prima russa, incluindo petróleo e gás, a um preço mais baixo, uma vez que este já não é escoado para o mercado europeu.
Também do ponto de vista financeiro, a China viu crescer a influência da sua moeda, o yuan, com a Rússia a deixar se usar o dólar para as suas reservas.
Em 2017 e 2018, o presidente russo participou na China nas primeiras edições da iniciativa chinesa que pretende reforçar o projeto da “nova Rota da Seda”, com o desenvolvimento de investimentos, estradas, portos, caminhos-de-ferro e infraestruturas no estrangeiro.
A acontecer, esta será a primeira viagem de Vladimir Putin desde o início da guerra na Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022. O presidente russo visitou a China pela última vez em fevereiro de 2022 durante os Jogos Olímpicos de Inverno, escassas semanas antes da invasão da Ucrânia pela Rússia. Na altura, Putin e Xi Jinping anunciaram uma parceria “sem limites” entre os dois países, incluindo nas áreas económica, comercial, política e militar.
No último ano e meio, Pequim tem sido o aliado mais importante de Moscovo. Ao longo de um ano e meio de guerra, a China recusou-se a condenar os russos e criticou as sanções impostas à Rússia pelo Ocidente.
Pequim tem sido um dos maiores beneficiários do conflito, ao conseguir comprar matéria-prima russa, incluindo petróleo e gás, a um preço mais baixo, uma vez que este já não é escoado para o mercado europeu.
Também do ponto de vista financeiro, a China viu crescer a influência da sua moeda, o yuan, com a Rússia a deixar se usar o dólar para as suas reservas.