Mundo
Guerra na Ucrânia
"Exagero deliberado". Putin garante que não pretende atacar países da Europa
A Rússia "não se está a preparar para combates de nenhuma ordem com a Europa", garante o presidente russo.
Vladimir Putin garante que a Rússia "não se está a preparar para qualquer tipo de combate com a Europa".
"Muita gente na Europa diz esperar uma agressão da Federação Russa e é por isso que têm de se preparar para combates, para uma guerra com a Rússia", disse Putin, garantindo, porém, que não é essa a realidade.
"Gostaria de salientar mais uma vez que não nos estamos a preparar para qualquer tipo de combate com a Europa", sublinhou, classificando os alertas como um "exagero deliberado da situação e uma provocação".
Garantias do presidente russo, numa declaração à margem do Fórum Internacional da Cultura em São Petersburgo, depois de ter sido avançado que a CIA, agência de inteligência norte-americana, tinha avisado vários países europeus sobre eventuais ataques russos. Também Volodymyr Zelensky acusou, na quarta-feira, Putin de pretender ampliar a guerra para outros países europeus, incluindo territórios da NATO, no seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Propostas de paz para a Ucrânia estão em cima da mesa
O presidente russo afirmou também hoje que todas as propostas para um acordo de paz com a Ucrânia continuam em cima da mesa, mas Moscovo ainda tem de avaliar o que é melhor para os seus interesses.
Putin, dirigindo-se aos jornalistas russos, disse ainda que Moscovo estava pronta para retomar as negociações com Kiev após as eleições parlamentares russas da semana passada, mas a Ucrânia lançou ataques contra Moscovo e atingiu os locais de voto.
O presidente russo disse que foi a Ucrânia que lançou os ataques em provocação e agora terá de pagar o preço de uma resposta sustentada.
"Foram eles que começaram. Por todo o lado, em todas as frentes. São jogos, brincadeiras de crianças?", disse Putin aos jornalistas.
"Portanto, devem sentir na pele os ataques de retaliação da Rússia e compreender que nenhuma ação provocatória, nenhuma tentativa de incitar à violência para obter um resultado, funcionará. Só estão a piorar as coisas para si próprios."
Disse que estas ações corroboram os apelos da Ucrânia para um cessar-fogo e para o retomar das negociações.
"Todas as opções estão em cima da mesa. Tudo é possível", disse. "Mas, depois de tudo o que fizeram, ainda teremos de pensar cuidadosamente sobre o que precisamos de fazer em resposta."
O presidente russo afirmou também hoje que todas as propostas para um acordo de paz com a Ucrânia continuam em cima da mesa, mas Moscovo ainda tem de avaliar o que é melhor para os seus interesses.
Putin, dirigindo-se aos jornalistas russos, disse ainda que Moscovo estava pronta para retomar as negociações com Kiev após as eleições parlamentares russas da semana passada, mas a Ucrânia lançou ataques contra Moscovo e atingiu os locais de voto.
O presidente russo disse que foi a Ucrânia que lançou os ataques em provocação e agora terá de pagar o preço de uma resposta sustentada.
"Foram eles que começaram. Por todo o lado, em todas as frentes. São jogos, brincadeiras de crianças?", disse Putin aos jornalistas.
"Portanto, devem sentir na pele os ataques de retaliação da Rússia e compreender que nenhuma ação provocatória, nenhuma tentativa de incitar à violência para obter um resultado, funcionará. Só estão a piorar as coisas para si próprios."
Disse que estas ações corroboram os apelos da Ucrânia para um cessar-fogo e para o retomar das negociações.
"Todas as opções estão em cima da mesa. Tudo é possível", disse. "Mas, depois de tudo o que fizeram, ainda teremos de pensar cuidadosamente sobre o que precisamos de fazer em resposta."