Mundo
Putin ordena destruição imediata de ameaças contra aparelhos russos na Síria
Durante a reunião anual do Ministério da Defesa, o Presidente russo foi claro nas suas ordens, após o abate de um caça russo por aviões turcos sobre a fronteira sírio-turca a 24 de novembro.
O Presidente elogiou as ações dos grupos militares russos na Síria que, "de forma geral merecem grande louvor". "É o resultado do trabalho do Ministério da Defesa, dos oficiais do Estado Maior, dos pilotos da Força Aérea e da Marinha Russa", afirmou.
Mas agora Putin deu ordens aos seus generais para radicalizarem o combate, numa ameaça velada à Turquia. "Quero avisar aqueles que podem tentar de novo provocar as nossas tropas" e "mando-vos agir de forma extremamente dura", ordenou.
"Quaisquer alvos que ameacem grupos de forças russas ou as nossas infraestruturas terrestres deverão ser destruídos de imediato", sublinhou Putin.
Esta sexta-feira, um analista americano reconheceu que o avião russo abatido pela Turquia pode ter sido alvo de uma emboscada.
Colaboração com o ESL
O Presidente russo revelou ainda que tem estado a fornecer apoio aéreo, armas e munições às forças do Exército Síria Livre (ESL), em operações conjuntas com tropas regulares sírias contra os militantes extremistas.
"Várias das suas unidades, num total de 5.000 tropas, tomam parte em ações ofensivas contra os terroristas, ao lado das forças regulares, nas províncias de Homs, de Hama, de Aleppo e de Raqqa", revelou o Presidente.
"Apoiamo-los a partir do ar, assim como ao exército sírio, auxiliamos com armas, munições e fornecemos material de apoio."
Será apenas nesse âmbito que Moscovo apoia o ESL, já que o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, intimado pelos repórteres durante a tarde a esclarecer as palavras do Presidente, afirmou que a "Rússia fornece armas às autoridades legítimas da República Árabe da Síria".Esta pode revelar-se uma mudança decisiva no cenário de guerra. Até agora, as forças do ESL concentravam o seu esforço no combate às forças leais ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, que é apoiado por Moscovo.
A cooperação com o ESL em termos de informações já tinha sido abordada há um mês numa entrevista de Putin, dada a 13 de novembro às agências Anadolu e Interfax.
Nela, o Presidente russo criticou severamente a falta de colaboração do Ocidente, em especial das forças norte-americanas, na partilha de informações sobre as posições e operações do grupo Estado Islâmico.
"Estamos até a trabalhar com o ESL", disse então Putin. "A aviação russa tem efetuado vários bombardeamentos contra alvos identificados pelo ESL. Excluímos as áreas indicadas pelos comandantes do ESL como estando sob controlo das suas tropas", explicou.
EI em expansão na Síria
"O esforço do nosso grupo aéreo apoia a união de esforços das tropas governamentais e do Exército Síria Livre", referiu esta sexta-feira o Presidente russo, acrescentando que, no último mês, as forças aéreas russas atingiram vários alvos "terroristas" apontados pelo ESL.
Desde que, em fim de setembro, entrou na guerra síria em defesa do Governo de Damasco, Moscovo efetuou mais de 4.000 ataques e destruiu para cima de 8.000 alvos terroristas, de acordo com um balanço feito esta sexta-feira.
De acordo com o Presidente, os bombardeamentos das Forças aérea e naval russas provocaram estragos consideráveis nas infraestruturas do Estado Islâmico, o grupo jihadista, também conhecido como Daesh, que controla o leste da Síria e o centro e norte do Iraque.
Apesar disso, durante a reunião com os generais russos, o ministro da Defesa Sergei Shoigu disse que a influência do grupo está a crescer na Síria, onde controla já 70 por cento do território.
O grupo terá cerca de 60.000 combatentes na Síria e no Iraque e existe a possibilidade da violência se expandir até à Ásia Central e ao Cáucaso, afirmou ainda Shoigu.
Mas agora Putin deu ordens aos seus generais para radicalizarem o combate, numa ameaça velada à Turquia. "Quero avisar aqueles que podem tentar de novo provocar as nossas tropas" e "mando-vos agir de forma extremamente dura", ordenou.
"Quaisquer alvos que ameacem grupos de forças russas ou as nossas infraestruturas terrestres deverão ser destruídos de imediato", sublinhou Putin.
Esta sexta-feira, um analista americano reconheceu que o avião russo abatido pela Turquia pode ter sido alvo de uma emboscada.
Colaboração com o ESL
O Presidente russo revelou ainda que tem estado a fornecer apoio aéreo, armas e munições às forças do Exército Síria Livre (ESL), em operações conjuntas com tropas regulares sírias contra os militantes extremistas.
"Várias das suas unidades, num total de 5.000 tropas, tomam parte em ações ofensivas contra os terroristas, ao lado das forças regulares, nas províncias de Homs, de Hama, de Aleppo e de Raqqa", revelou o Presidente.
"Apoiamo-los a partir do ar, assim como ao exército sírio, auxiliamos com armas, munições e fornecemos material de apoio."
Será apenas nesse âmbito que Moscovo apoia o ESL, já que o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, intimado pelos repórteres durante a tarde a esclarecer as palavras do Presidente, afirmou que a "Rússia fornece armas às autoridades legítimas da República Árabe da Síria".Esta pode revelar-se uma mudança decisiva no cenário de guerra. Até agora, as forças do ESL concentravam o seu esforço no combate às forças leais ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, que é apoiado por Moscovo.
A cooperação com o ESL em termos de informações já tinha sido abordada há um mês numa entrevista de Putin, dada a 13 de novembro às agências Anadolu e Interfax.
Nela, o Presidente russo criticou severamente a falta de colaboração do Ocidente, em especial das forças norte-americanas, na partilha de informações sobre as posições e operações do grupo Estado Islâmico.
"Estamos até a trabalhar com o ESL", disse então Putin. "A aviação russa tem efetuado vários bombardeamentos contra alvos identificados pelo ESL. Excluímos as áreas indicadas pelos comandantes do ESL como estando sob controlo das suas tropas", explicou.
EI em expansão na Síria
"O esforço do nosso grupo aéreo apoia a união de esforços das tropas governamentais e do Exército Síria Livre", referiu esta sexta-feira o Presidente russo, acrescentando que, no último mês, as forças aéreas russas atingiram vários alvos "terroristas" apontados pelo ESL.
Desde que, em fim de setembro, entrou na guerra síria em defesa do Governo de Damasco, Moscovo efetuou mais de 4.000 ataques e destruiu para cima de 8.000 alvos terroristas, de acordo com um balanço feito esta sexta-feira.
De acordo com o Presidente, os bombardeamentos das Forças aérea e naval russas provocaram estragos consideráveis nas infraestruturas do Estado Islâmico, o grupo jihadista, também conhecido como Daesh, que controla o leste da Síria e o centro e norte do Iraque.
Apesar disso, durante a reunião com os generais russos, o ministro da Defesa Sergei Shoigu disse que a influência do grupo está a crescer na Síria, onde controla já 70 por cento do território.
O grupo terá cerca de 60.000 combatentes na Síria e no Iraque e existe a possibilidade da violência se expandir até à Ásia Central e ao Cáucaso, afirmou ainda Shoigu.