Mundo
Pyongyang apresenta argumentos militares no desfile em honra de Kim Il-sung
O exército da Coreia do Norte organizou este sábado em Pyongyang o desfile para celebrar o 105.º aniversário do nascimento do fundador do país, numa altura de elevada tensão com Washington.
Kim Jong-il presidiu ao desfile organizado para celebrar o "Taeyangjeol" ("Dia do Sol"), o aniversário de Kim Il-sung, avô do atual líder norte-coreano e considerado o fundador da Coreia do Norte, há mais de 70 anos controlado por esta dinastia.
De acordo com a tradição, tropas e equipamentos militares desfilaram na praça Kim Il-Sung, epicentro da capital norte-coreana.
Os analistas procuram agora pistas no armamento exibido no evento, com o objetivo de avaliar o potencial dos mísseis balísticos da Coreia do Norte.
Argumentos militares
O último destacamento militar deste género foi realizado em Pyongyang em outubro de 2015 para comemorar o 70.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores.
O desfile deste sábado ocorre num momento de elevada tensão depois de Washington ter respondido aos mais recentes testes armamentísticos de Pyongyang com o envio de um porta-aviões de propulsão nuclear para a península coreana e com insinuações de que estudou um ataque preventivo para parar os avanços do seu programa nuclear.
Analistas têm referido a possibilidade de a Coreia do Norte realizar um lançamento de mísseis balísticos ou de fazer o sexto teste nuclear para coincidir com as efemérides que são assinaladas por estes dias no país.
Além de celebrar hoje o "Dia do sol", a Coreia do Norte festeja em 25 de abril o 85.º aniversário da fundação do Exército Popular.
Responder na mesma moeda
A Coreia do Norte já ameaçou que que dará uma resposta nuclear a qualquer ataque nuclear. Depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter recentemente prometido "tratar" do "problema" norte-coreano, o número dois do regime garantiu que a Coreia está preparada “para responder a uma guerra total com uma guerra total”.
“Estamos preparados para responder a qualquer ataque nuclear com um ataque nuclear à nossa maneira”, afirmou Choe Ryong-Hae durante a cerimónia realizada antes do desfile militar em que Pyongyang mostrou vários mísseis balísticos, incluindo um possível novo projétil de alcance intercontinental.
No início do ano, Kim Jong-un advertiu que o país estava a ultimar o desenvolvimento de um ICBM capaz de atingir território norte-americano.
Hoje, além de mostrar mísseis de médio alcance Musudan e o misterioso e temido KN-08, que é lançado a partir de uma plataforma móvel e ainda não foi testado com êxito, desfilaram na praça Kim Il-sung vários dos últimos desenvolvimentos do regime como o Pukguksong-1 e Pukguksong-2, exibidos em público pela primeira vez.
O primeiro foi um míssil balístico lançado a partir de um submarino (SLBM) e o segundo, um projétil de médio alcance lançado a partir de uma plataforma móvel e que foi testado pela primeira vez em fevereiro e voltou a ser testado a 5 de abril, um ensaio que levou Washington a responder com o envio de um porta-aviões com propulsão nuclear para a península.
c/ Lusa
De acordo com a tradição, tropas e equipamentos militares desfilaram na praça Kim Il-Sung, epicentro da capital norte-coreana.
Os analistas procuram agora pistas no armamento exibido no evento, com o objetivo de avaliar o potencial dos mísseis balísticos da Coreia do Norte.
Argumentos militares
O último destacamento militar deste género foi realizado em Pyongyang em outubro de 2015 para comemorar o 70.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores.
O desfile deste sábado ocorre num momento de elevada tensão depois de Washington ter respondido aos mais recentes testes armamentísticos de Pyongyang com o envio de um porta-aviões de propulsão nuclear para a península coreana e com insinuações de que estudou um ataque preventivo para parar os avanços do seu programa nuclear.
Analistas têm referido a possibilidade de a Coreia do Norte realizar um lançamento de mísseis balísticos ou de fazer o sexto teste nuclear para coincidir com as efemérides que são assinaladas por estes dias no país.
Além de celebrar hoje o "Dia do sol", a Coreia do Norte festeja em 25 de abril o 85.º aniversário da fundação do Exército Popular.
Responder na mesma moeda
A Coreia do Norte já ameaçou que que dará uma resposta nuclear a qualquer ataque nuclear. Depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter recentemente prometido "tratar" do "problema" norte-coreano, o número dois do regime garantiu que a Coreia está preparada “para responder a uma guerra total com uma guerra total”.
“Estamos preparados para responder a qualquer ataque nuclear com um ataque nuclear à nossa maneira”, afirmou Choe Ryong-Hae durante a cerimónia realizada antes do desfile militar em que Pyongyang mostrou vários mísseis balísticos, incluindo um possível novo projétil de alcance intercontinental.
No início do ano, Kim Jong-un advertiu que o país estava a ultimar o desenvolvimento de um ICBM capaz de atingir território norte-americano.
Hoje, além de mostrar mísseis de médio alcance Musudan e o misterioso e temido KN-08, que é lançado a partir de uma plataforma móvel e ainda não foi testado com êxito, desfilaram na praça Kim Il-sung vários dos últimos desenvolvimentos do regime como o Pukguksong-1 e Pukguksong-2, exibidos em público pela primeira vez.
O primeiro foi um míssil balístico lançado a partir de um submarino (SLBM) e o segundo, um projétil de médio alcance lançado a partir de uma plataforma móvel e que foi testado pela primeira vez em fevereiro e voltou a ser testado a 5 de abril, um ensaio que levou Washington a responder com o envio de um porta-aviões com propulsão nuclear para a península.
c/ Lusa