Pyongyang quer colocar América ao alcance de um dos seus mísseis balísticos

O líder da Coreia do Norte não esconde que colocar o território norte-americano ao alcance dos seus mísseis balísticos é o principal objetivo estratégico do regime. Para já, o alcance estará nos três mil quilómetros, mas a informação dada por Pyongyang a um deputado russo que visitou o território garante que um desses mísseis poderá chegar aos nove mil depois de modernizado.

RTP /
O líder do regime norte-coreano, Kim Jong-un Reuters

Anton Morozov, um deputado do Parlamento russo que visitou a Coreia do Norte entre 2 e 6 de outubro, foi informado pelas autoridades norte-coreanas de que um dos mísseis balísticos do regime é neste momento capaz de viajar três mil quilómetros, mas poderá atingir os nove mil depois de trabalhos de modernização.

Morozov, que é membro do comité do comité de assuntos internacionais da Duma, foi citado pela agência de notícias Interfax como referindo que, sendo este o objetivo do regime coreano, “não foi referido qualquer prazo” para cumprir essa tarefa.

Também de Moscovo chegou o aviso do ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, à Administração Trump dos riscos de uma “escalada inaceitável” da tensão com a Coreia.

Em conversa telefónica com o homólogo americano, Rex Tillerson, Lavrov alertou o seu homólogo para a “inaceitável escalada de tensões na península coreana a que poderão conduzir os preparativos militares coordenados pelos Estados Unidos na região”.

De acordo com o próprio Lavrov, a Rússia apelou a uma resolução das divergências entre as duas partes “exclusivamente por meios diplomáticos”.

O recado surge na sequência de uma série de declarações explosivas de Donald Trump na última semana.


Depois de ter avisado Tillerson – através de uma mensagem de Twitter – que “estava a perder o seu tempo negociando” com os norte-coreanos, no sábado passado reforçou essa crença de que os esforços diplomáticos norte-americanos junto da Coreia do Norte sempre falharam: “Desculpem, mas só uma coisa vai funcionar”.

Já antes o Presidente norte-americano deixara a ameaça de “arrasar por completo” a Coreia do Norte caso Pyongyang arriscasse o lançamento de um ataque aos Estados Unidos.
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