Quadros austeros numa clínica aumentavam pressão cardíaca dos doentes

Pinturas austeras colocadas nas paredes de um centro para pessoas cardíacas foram retiradas após queixas de que faziam aumentar a pressão arterial dos doentes, revela um estudo científico canadiano.

Agência LUSA /

"A ideia era iluminar a clínica, torná-la mais viva mas as obras escolh idas acabaram por contribuir para aumentar ligeiramente a pressão sanguínea dos doentes", explicou hoje Robert Roberts, médico e director do Instituto das Doenç as Cardíacas de Otava.

"A maior parte das pessoas vem aqui para se sentir melhor e as pinturas estavam a torná-las mais tensas, tendo as enfermeiras notado um aumento da agit ação entre os doentes", acrescentou o responsável.

Foram retirados do estabelecimento de saúde cinco quadros que represent avam uma mesma rainha, da autoria de Shirley Brown, e uma tela onde se lia em gr andes letras "chegar até aqui é metade do caminho".

O investigador Robert Roberts considera que esta experiência permitiu c oncluir que será preferível, para os doentes, ter na clínica trabalhos de cores vivas e assuntos alegres, em lugar de obras de conteúdo sério.

Uma centena de trabalhos foi alugada pelos investigadores ao Banco de O bras de Arte do Canadá para efectuar este estudo, cujas conclusões serão divulga das em Abril nos EUA, durante um congresso da Sociedade para o Uso das Artes nos Cuidados de Saúde.

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