Mundo
Quando os EUA se opunham à bomba nuclear israelita
As discussões entre os Estados Unidos e Israel foram divulgadas pelo Departamento de Estado americano. Em causa estão as divergências sobre o programa nuclear.
Os documentos publicados detalham as discussões entre os oficiais de Israel e dos Estados Unidos. “Nós decidimos que podíamos tolerar a atividade israelita, excepto a montagem de um dispositivo nuclear”, dizia uma das mensagens dos EUA, citada pelo Jerusalem Post.
As conversações revelam que Israel planeou ter dez mísseis Jericho equipados com ogivas nucleares.
A divulgação dos documentos de informação histórica é uma rotina do Departamento do Estado norte-americano. Porém, as revelações do desacordo deram-lhe um maior significado.
De acordo com a publicação, existe quem defenda que se trata de uma estratégia para embaraçar Israel, que se opõe ao acordo com o Irão. Na opinião dos defensores, o objetivo é envergonhar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que continua a desafiar Obama para que rejeite o acordo.
“Introduzir armas nucleares”
Nos documentos, referentes aos anos 1969 a 1972, é pedido a Israel que não arme os mísseis Jericho nem as ogivas nucleares.
“Nós não seremos os primeiros a introduzir armas nucleares na região” - assim se resumia a política oficial de Israel, elaborada na década de 1960 pelo ministro da Defesa Shimon Peres.
Como resultado desta declaração, foi acordado, durante o mandato de John F. Kennedy, que os inspetores americanos iriam visitar o reator nuclear, em Dimona, uma ou duas vezes por ano. Os EUA suspeitavam que estivesse a ser fabricado material para uma bomba nuclear.
Em 1969 – como consequência da Guerra dos Seis Dias e dos esforços para promover as negociações entre Israel e os Estados árabes – o Governo de Richard Nixon tentou uma abordagem centrada na prevenção, tentando limitar o desenvolvimento do programa nuclear de Israel.
A administração Nixon pediu ao país que assinasse o Tratado da Não Proliferação nuclear (TNP), que entrou em vigor em 1970. Mas Israel não o fez.
“Parar de criar e instalar mísseis”
Em encontros secretos, os oficiais do Pentágono, do Departamento do Estado, da CIA e o assessor de segurança Henry Kissinger discutiram um possível ataque da União Soviética a Israel.
A partir deste momento, o objetivo do comité passou a ser “convencer Israel a aderir ao TNP até ao final do ano”.
Mais tarde, numa reunião entre representantes do Governo e o embaixador israelita, o país foi convidado a “fornecer garantias por escrito de que ia parar de criar e instalar mísseis”.
Nos documentos divulgados não é claro se Israel cumpriu o compromisso que os Estados Unidos sugeriram. Mas após a visita da primeiro-ministra Golda Meir, as inspeções ao reator de Dimona pararam, em 1969.
Em relatórios publicados posteriormente foi alegado que o embaixador Rabin e Golda Meir prometeram que Israel não seria o primeiro país a instalar armas nucleares, em troca do fim das visitas.
Segundo vários relatórios estrangeiros, Israel é, atualmente, a sexta maior potência nuclear do mundo, com um arsenal de 100 ogivas nucleares.
As conversações revelam que Israel planeou ter dez mísseis Jericho equipados com ogivas nucleares.
A divulgação dos documentos de informação histórica é uma rotina do Departamento do Estado norte-americano. Porém, as revelações do desacordo deram-lhe um maior significado.
De acordo com a publicação, existe quem defenda que se trata de uma estratégia para embaraçar Israel, que se opõe ao acordo com o Irão. Na opinião dos defensores, o objetivo é envergonhar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que continua a desafiar Obama para que rejeite o acordo.
“Introduzir armas nucleares”
Nos documentos, referentes aos anos 1969 a 1972, é pedido a Israel que não arme os mísseis Jericho nem as ogivas nucleares.
“Nós não seremos os primeiros a introduzir armas nucleares na região” - assim se resumia a política oficial de Israel, elaborada na década de 1960 pelo ministro da Defesa Shimon Peres.
Como resultado desta declaração, foi acordado, durante o mandato de John F. Kennedy, que os inspetores americanos iriam visitar o reator nuclear, em Dimona, uma ou duas vezes por ano. Os EUA suspeitavam que estivesse a ser fabricado material para uma bomba nuclear.
Em 1969 – como consequência da Guerra dos Seis Dias e dos esforços para promover as negociações entre Israel e os Estados árabes – o Governo de Richard Nixon tentou uma abordagem centrada na prevenção, tentando limitar o desenvolvimento do programa nuclear de Israel.
A administração Nixon pediu ao país que assinasse o Tratado da Não Proliferação nuclear (TNP), que entrou em vigor em 1970. Mas Israel não o fez.
“Parar de criar e instalar mísseis”
Em encontros secretos, os oficiais do Pentágono, do Departamento do Estado, da CIA e o assessor de segurança Henry Kissinger discutiram um possível ataque da União Soviética a Israel.
A partir deste momento, o objetivo do comité passou a ser “convencer Israel a aderir ao TNP até ao final do ano”.
Mais tarde, numa reunião entre representantes do Governo e o embaixador israelita, o país foi convidado a “fornecer garantias por escrito de que ia parar de criar e instalar mísseis”.
Nos documentos divulgados não é claro se Israel cumpriu o compromisso que os Estados Unidos sugeriram. Mas após a visita da primeiro-ministra Golda Meir, as inspeções ao reator de Dimona pararam, em 1969.
Em relatórios publicados posteriormente foi alegado que o embaixador Rabin e Golda Meir prometeram que Israel não seria o primeiro país a instalar armas nucleares, em troca do fim das visitas.
Segundo vários relatórios estrangeiros, Israel é, atualmente, a sexta maior potência nuclear do mundo, com um arsenal de 100 ogivas nucleares.