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Quantidades crescentes de cocaína e quetamina nas cidades europeias: que história contam as águas residuais?

Quantidades crescentes de cocaína e quetamina nas cidades europeias: que história contam as águas residuais?

As conclusões do maior projeto europeu de monitorização de drogas ilícitas em águas residuais foram divulgadas esta quarta-feira: revelam um declínio acentuado dos resíduos de MDMA, juntamente com um forte aumento das deteções de quetamina e cocaína.

Joana Bénard da Costa - RTP /
RephiLe water via Unsplash

O relatório é publicado pelo grupo SCORE em colaboração com a Agência da União Europeia sobre Drogas (EUDA). 

Foram analisadas águas residuais em 115 cidades europeias de 25 países (23 da União Europeia, Turquia e Noruega) com o objetivo de explorar os padrões de consumo de droga dos respetivos habitantes.Durante um período de uma semana, entre março e maio de 2025, foram recolhidas amostras diárias que depois foram analisadas e que correspondem a águas residuais de cerca de 72 milhões de pessoas.

A investigação procurou nos esgotos vestígios de cinco drogas estimulantes (anfetamina, cocaína, metanfetamina, MDMA e quetamina), bem como de canábis.

Os resultados revelam que as seis drogas investigadas foram encontradas em quase todas as cidades participantes mas há diferenças relevantes nas quantidades detetadas.

Se o total de resíduos de MDMA, conhecido comercialmente como Ecstazy, diminuiu 16 por cento entre 2024 e 2025, os níveis de cocaína e cetamina aumentaram.

Os níveis de cetamina nas águas residuais aumentaram quase 41 por cento de um ano para o outro, com os resíduos mais elevados a serem detetados em cidades da Bélgica, da Alemanha e dos Países Baixos.

No mesmo sentido, o volume global de cocaína nas águas residuais subiu quase 22 por cento entre 2024 e 2025. Neste caso, as quantidades mais elevadas foram detetadas em cidades da Europa ocidental e do sul, em especial na Bélgica, Espanha e Países Baixos.

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