Quase 4.000 detidos em 2005, em Espanha, em operações contra crime organizado
As autoridades espanholas detiveram quase 4.000 pessoas e desarticularam 290 grupos em operações contra o crime organizado, anunciou hoje o ministro do Interior, José António Alonso.
Durante as operações foram apreendidos mais de 437 milhões de euros procedentes de tentativas de branqueamento de capital.
Estes dados foram facultados por Alonso em conferência de imprensa durante a qual referiu que. no ano passado, foram detidas 3.925 pessoas, mais 15 por cento do que em 2004.
Alonso, que considerou os resultados "bons", explicou que a maioria das redes detectadas se dedicavam ao tráfico de droga, branqueamento de capital, falsificação de documentos e roubos violentos.
Dada a natureza cada vez mais global da acção criminosa, Alonso defendeu como essencial o reforço da "especialização das forças policiais", apostando na colaboração internacional e no fortalecimento dos meios humanos e materiais disponíveis.
Nesse sentido, o governante anunciou o reforço dos "Grupos de Resposta Especial para o Crime Organizado", integrados no Corpo Nacional de Polícia, que se dedicarão a todas as acções ilícitas de grupos organizados.
Também a Guarda Civil instalou já dois núcleos específicos, em Alicante e Málaga, para responder à acção de grupos de crime organizado.
No que toca ao branqueamento de capital, as autoridades detiveram em 2005 mais de 400 pessoas, apreendendo 437 milhões de euros em dinheiro, além de 375 imóveis e mais de 80 veículos, entre os quais várias embarcações e aeronaves.
Em curso está ainda uma das maiores operações de sempre, intitulada "Baleia Branca", que já resultou, até ao momento, em 56 detenções e mais de 250 redes imobiliárias desactivadas judicialmente.
No capítulo do combate ao narcotráfico, as forças de segurança realizaram em 2005 um total de 768 "grandes operações", detendo 1.939 pessoas e apreendendo 46,6 toneladas de cocaína (o maior volume de sempre), e mais de 646 mil quilos de haxixe.