Quase 70 mil moçambicanos em centros de acomodação ao fim de um mês de cheias
Quase 70 mil moçambicanos estão hoje em centros de acomodação no sul do país, vítimas das cheias, um mês após o início das inundações que já afetaram perto de 725 mil pessoas.
Segundo informação da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso e com informação até às 08:50 (06:50 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique desde 09 de janeiro já afetaram 724.131 mil pessoas, o equivalente a 170.877 famílias, com registo de 27 mortos.
Neste período foram ainda registados 147 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias, além de 3.556 casas parcialmente destruídas, 428 totalmente destruídas e 166.806 inundadas.
Desde o início da época das chuvas em Moçambique, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 202 mortos, além de 291 feridos e de 852.285 pessoas afetadas, segundo atualização feita hoje pelo INGD.
Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.
De acordo com os dados atualizados, estão atualmente ativos 59 centros de acomodação, com 69.636 pessoas, contra mais de 100 mil no final de janeiro. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas, desde 09 de janeiro, 227 unidades sanitárias e 299 escolas, 14 pontes, 88 aquedutos e 3.783 quilómetros de estrada.
O registo do INGD aponta também para 440.892 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.405 dados como perdidos, atingindo a atividade de 314.783 agricultores, além da morte de 412.446 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Alemanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.