Quase 700 mil trabalhadores ilegais aderiram a plano de regularização em Espanha

Mais de 690 mil trabalhadores ilegais pediram a sua regularização no processo especial aberto pelo Governo espanhol que, além de travar a economia submersa, deverá aumentar os contributos para a segurança social em até 1,5 mil milhões de euros.

Agência LUSA /

O processo decorreu entre 07 de Fevereiro e sábado passado e hoje começa um período de inspecção que se prolonga até Dezembro durante o qual, segundo declarações do Ministro do Trabalho e dos Assuntos Sociais, Jesús Caldera, serão realizadas mais de 500 mil inspecções.

Fazendo a avaliação do processo, Jesús Caldera disse que a regularização de trabalhadores estrangeiros conseguirá legalizar entre 80 por cento e 90 por cento dos imigrantes em situação irregular e com idade para trabalhar em Espanha.

Tratou-se, segundo o ministro, do processo "mais amplo da Europa em aflorar a economia submersa durante os últimos 40 ou 50 anos", e de "um êxito, não para o Governo, mas para a sociedade espanhola".

Dos cerca de mais de 690 mil pedidos de regularização recebidos, 200 mil foram já tratados pelos serviços e 60 mil destas pessoas estão já registadas na segurança social espanhola.

O titular da pasta do Trabalho e Assuntos Sociais disse que o número de solicitações aprovadas será muito elevado e que os novos imigrantes regularizados irão contribuir com entre mil milhões de euros e 1,5 mil milhões de euros para a Segurança Social já no próximo ano.

Além de sancionar os empresários que actuam de forma ilegal, o Plano de Inspecção de Trabalho que se inicia hoje e onde vão trabalhar cerca de 1.700 pessoas, poderá ainda permitir a legalização de mais alguns emigrantes que se demonstre que trabalham em Espanha.

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