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Quatro casos de covid-19 em Wuhan atiram um milhão para o confinamento

Quatro casos de covid-19 em Wuhan atiram um milhão para o confinamento

Após a identificação de quatro casos de covid-19 nos arredores da cidade de Wuhan, epicentro da pandemia, as autoridades chinesas ordenaram o confinamento de quase um milhão de pessoas. A China mantém assim a política de "zero covid". Há dois dias, durante a realização de testes em massa, foram descobertas as infeções entre casos assintomáticos.

Carla Quirino - RTP /
Thomas Peter - Reuters

Wuhan é uma cidade onde vivem 12 milhões de pessoas e ficou conhecida por ter sido o local onde se registaram os primeiros casos da infeção pelo vírus SARS-CoV-2, no final de 2019.

A região volta agora a ser notícia. Após quatro infeções serem descobertas durante um rastreio em massa, foi ordenada o confinamento de um milhão de pessoas. Foram identificados dois casos assintomáticos e rapidamente se encontrou outros dois positivos no rastreio de contactos.

Os transportes públicos estão suspensos por três dias no bairro de Wuhan onde se suspeita que o vírus tenha surgido. Da diretiva "zero covid" resultou a grande redução dos números de mortalidade comparativamente com o resto do mundo, mas a China continua a enfrentar baixas taxas de vacinação.

A China prossegue com a política de "zero covid", que implica testar a população em massa, rígidas regras de isolamento e de confinamento local. Esta estratégia já fechou praticamente a gigante cidade de Xangai e ensombra a economia do país perante o resto do mundo, que está cada vez mais a reduzir as restrições pandémicas.
Ciência: improbabilidade de o vírus ter origem em laboratório
No início desta semana, investigadores afirmaram haver "evidências convincentes" de que o mercado de frutos do mar e vida selvagem de Huanan, em Wuhan, teria estado no centro do primeiro surto de covid-19.

Dois estudos publicados na revista Science reexaminaram as informações: um dos trabalhos demonstra que os primeiros casos conhecidos tiveram origem naquele mercado; o outro usa informações genéticas para rastrear o momento do surto.

Os dados apurados sugerem que houve duas variantes introduzidas em humanos em novembro ou início de dezembro de 2019. Juntos, os cientistas observaram que tal evidência parece explicar a presença do vírus em mamíferos vivos que foram vendidos no mercado de Huanan, no final de 2019.

Sublinharam que o SARS-CoV-2 foi transmitidoa pessoas que estavam a trabalhar ou a fazer compras no local durante dois "eventos de contaminação", onde um humano contraiu o vírus de um animal.

O virologista David Robertson, da Universidade de Glasgow, envolvido na investigação, declarou à BBC que espera que esta investigação "corrija o registo falso de que o vírus veio de um laboratório".
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