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Quatro ondas de calor de maio a julho. Copernicus regista temperaturas históricas na Europa Ocidental
O relatório do sistema europeu Copernicus revela que houve uma combinação de registos extremos. As temperaturas e outras condições excecionais na Europa Ocidental transformaram o período junho-julho mais quente desde que existem registos. A que se juntam "seca excecional em grande parte da região, incêndios florestais particularmente intensos e extensos" e "temperatura recorde da superfície dos oceanos para um mês de julho".
O documento, divulgado esta segunda-feira, mostra que França, Espanha, Inglaterra e Irlanda registaram temperaturas muito acima da média, numa “sucessão invulgar de vagas de calor". "Entre maio e julho ocorreram quatro ondas de calor, sendo a terceira e a quarta registadas em julho”.
Enquanto os termómetros iam registando temperaturas recorde, também a chuva não ajudou.
Pelo contrário, a precipitação manteve-se muito abaixo do normal e, em vários países, os solos perderam grande parte da humidade.
Houve também uma “diminuição significativa de caudais de rios, incluindo rios como o Sena, o Reno e o Danúbio” que teve impacto no abastecimento de água, irrigação e na produção de energia em vários países.
De acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, implementado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, julho também registou a maior temperatura da superfície do mar de sempre, neste mês, nos oceanos extrapolares.
Aliás, em toda a Europa os recordes ao longo do Atlântico e do Mediterrâneo ocidental foram associados a ondas de calor marinhas fortes ou severas e generalizadas. Em julho, a temperatura da superfície do mar atingiu 20,96°C. O anterior recorde tinha sido estabelecido em julho de 2023, com 20,89°C.
Este recorde é enquadrado pelos cientistas do Copernicus numa tendência mais ampla de aquecimento climático. E não apenas resultado do fenómeno El Niño.
Estas ondas de calor marinhas afetaram comunidades e ecossistemas costeiros e são vários os impactos. Nos ecossistemas marinhos, por exemplo, há alteração das rotas migratórias de espécies. Nas populações costeiras surgem “impactos na pesca, alterações na aquacultura e maior risco para algumas atividades turísticas”.
Às temperaturas globais mais elevadas da superfície oceânica em julho juntaram-se condições prolongadas e excecionalmente quentes e secas.
Houve também uma “diminuição significativa de caudais de rios, incluindo rios como o Sena, o Reno e o Danúbio” que teve impacto no abastecimento de água, irrigação e na produção de energia em vários países.
De acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, implementado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, julho também registou a maior temperatura da superfície do mar de sempre, neste mês, nos oceanos extrapolares.
Aliás, em toda a Europa os recordes ao longo do Atlântico e do Mediterrâneo ocidental foram associados a ondas de calor marinhas fortes ou severas e generalizadas. Em julho, a temperatura da superfície do mar atingiu 20,96°C. O anterior recorde tinha sido estabelecido em julho de 2023, com 20,89°C.
Este recorde é enquadrado pelos cientistas do Copernicus numa tendência mais ampla de aquecimento climático. E não apenas resultado do fenómeno El Niño.
Estas ondas de calor marinhas afetaram comunidades e ecossistemas costeiros e são vários os impactos. Nos ecossistemas marinhos, por exemplo, há alteração das rotas migratórias de espécies. Nas populações costeiras surgem “impactos na pesca, alterações na aquacultura e maior risco para algumas atividades turísticas”.
Às temperaturas globais mais elevadas da superfície oceânica em julho juntaram-se condições prolongadas e excecionalmente quentes e secas.
Na Europa ocidental estas condições foram o alimento suficiente para a propagação e intensificação de incêndios florestais extremos.
O comunicado sublinha também que tem havido um reforço na relação entre calor extremo e seca. Porquê?
“Porque quando os solos secam deixam de conseguir arrefecer o ambiente através da evaporação da água:
• Mais calor seca os solos;
• Solos mais secos aumentam ainda mais a temperatura;
• Temperaturas mais altas favorecem incêndios;
• Incêndios libertam mais calor e degradam a vegetação.
A diretora do Serviço de Monitorização Atmosférica de Copernicus, Laurence Rouil, explica que "as alterações climáticas estão a provocar cada vez mais condições quentes e secas que favorecem grandes incêndios florestais de alta intensidade no sul da Europa”.
Ora, “incêndios maiores produzem mais fumo que se eleva mais na atmosfera, o que significa que pode viajar mais longe e prejudicar a qualidade do ar não apenas localmente, mas (…) a milhares de quilómetros de distância."
O comunicado sublinha também que tem havido um reforço na relação entre calor extremo e seca. Porquê?
“Porque quando os solos secam deixam de conseguir arrefecer o ambiente através da evaporação da água:
• Mais calor seca os solos;
• Solos mais secos aumentam ainda mais a temperatura;
• Temperaturas mais altas favorecem incêndios;
• Incêndios libertam mais calor e degradam a vegetação.
A diretora do Serviço de Monitorização Atmosférica de Copernicus, Laurence Rouil, explica que "as alterações climáticas estão a provocar cada vez mais condições quentes e secas que favorecem grandes incêndios florestais de alta intensidade no sul da Europa”.
Ora, “incêndios maiores produzem mais fumo que se eleva mais na atmosfera, o que significa que pode viajar mais longe e prejudicar a qualidade do ar não apenas localmente, mas (…) a milhares de quilómetros de distância."
Mais dados?
Pode encontrar aqui as respostas às perguntas mais frequentes sobre a monitorização da temperatura.
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