Quem critica ausência de Sócrates tem "visão provinciana" da política - Teixeira dos Santos

Bruxelas, 01 Mar (Lusa) - O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou hoje em Bruxelas que quem se insurge contra a ausência do primeiro-ministro José Sócrates da cimeira informal de líderes europeus tem uma "visão paroquial e provinciana do que é a política".

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Fernando Teixeira dos Santos falava no final da reunião informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, para discutir a resposta dos 27 à actual crise financeira e económica, na qual representou Portugal em substituição de José Sócrates, retido no Congresso do Partido Socialista em Espinho.

O ministro de Estado e das Finanças sustentou que "a política interna não é menos nobre que a política externa" e sublinhou que "se o primeiro-ministro de Portugal tem legitimidade para ser primeiro-ministro é porque ele é, antes de mais, secretário-geral de um partido" e é fundamental para a política interna "o facto de ele se reafirmar como secretário-geral de um partido e ter o partido reunido à sua volta".

"Se há alguém que pensa o contrário eu acho que tem uma visão muito paroquial e provinciana do que é a política", disse.

Além dos mais, indicou, há que "ter consciência que o congresso do PS foi marcado já há muito tempo", enquanto a reunião de hoje foi convocada pela presidência checa da UE "um pouco em cima da hora e coincidiu com esse congresso".

Teixeira dos Santos concluiu que "o governo teve a preocupação de" assegurar um "nível elevado de representação", ao fazer-se representar por um ministro de Estado, e considerou que, atendendo à agenda da reunião - a resposta da UE à actual crise financeira e económica -, "de entre os membros do governo, ninguém melhor que o ministro de Estado e das Finanças estaria em condições para participar nesta reunião".

A ausência de José Sócrates da cimeira informal de hoje havia sido duramente criticada pela líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que a considerou "inaceitável e escandalosa".

"Nem quero acreditar que o primeiro-ministro possa pôr uma festa de encerramento do congresso à frente dos interesses do país", declarou Manuela Ferreira Leite quinta-feira.

ACC/FPB.


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