"Quero que Montenegro se lixe, eu quero é o povo", diz Ventura

Em noite fria, chuvosa, o candidato e líder do Chega parafraseou Passos Coelho, o antigo primeiro-ministro que em 2012 disse "que se lixem as eleições".

Nuno Amaral /

Fotos: Tiago Petinga, Lusa

Num comício em Tentúgal, esta quinta-feira à noite, Ventura gritou: "Que se lixe Montenegro, eu quero é o povo português". O candidato à Presidência da República disse não compreender os adversários à direita que, diz, parecem andar "a pedinchar" para terem o apoio do primeiro-ministro e líder do PSD. "São os liberais, os sociais-democratas...", atirou na penúltima noite de campanha.

Em dia de aniversário, André Ventura repetiu que está "pelo e com o povo". E acrescentou que se as sondagens lhe dão 24 por cento, o passado traz ensinamentos. "As sondagens sempre estiveram contra nós. Se nos dão 24, hão-de ser 30 por cento”, arriscou.

O dia em que fez 43 anos ficou ainda marcado pela ação em Ponte de Lima. Diante de uma plateia com antigos combatentes, o candidato apareceu de camuflado - o que deixou o almirante Henrique Gouveia e Melo mal disposto e a falar em falta de respeito - e disse: "Este é o sinal de que daqui a umas horas, daqui a dois dias ou três, em vosso nome e pela vossa escolha, eu serei Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas".


Ventura disse ainda que "o nosso país está a afundar há décadas" e, por isso, recusou falar de picardias com António José Seguro. 
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