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"Questão não é logística, é apenas política". ONU tenta acordo para libertar fertilizantes

"Questão não é logística, é apenas política". ONU tenta acordo para libertar fertilizantes

As Nações Unidas preparam um mecanismo para fazer circular no Estreito de Ormuz os fertilizantes e fazê-los chegar às zonas do mundo onde são mais precisos. Responsável pelo tema, Jorge Moreira da Silva assume que o plano pode ser acionado numa semana, mas falta a aprovação política dos países da região.

Gonçalo Costa Martins, Eduarda Maio - RTP Antena 1 /

O subsecretário-geral da ONU afirma que está "alarmado" com a possibilidade de uma "crise alimentar sem precedentes". Além do petróleo, o bloqueio do Estreito de Ormuz exercido pelo Irão e pelos Estados Unidos também está a travar, por exemplo, os fertilizantes.

Jorge Moreira da Silva tem liderado as conversações com vários países, mas ainda sem acordo à vista. "É evidente que as partes do conflito estão ainda a tentar maximizar as posições", aponta, mas sublinha a importância do acordo e do envolvimento das nações em guerra.

"A questão não é logística, é apenas uma questão política", diz Moreira da Silva no Ponto Central da RTP Antena 1, referindo-se a duas ou três embarcações diárias de grandes dimensões que passam em Ormuz. No entanto, "o seu bloqueio está a ter este impacto global".
Ponto Central | 23 de abril de 2026 

Com o mecanismo pronto a pôr em marcha no espaço de uma semana, com cerca de 50 pessoas da ONU para verificar contentores nos portos de carga, o responsável das Nações Unidas chama a atenção dos países. 

"Nada disto funcionará se o Irão e as outras partes no conflito não fizerem parte disto", defende, porque não quer colocar em causa a segurança dos funcionários do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), instituição que lidera dentro da ONU.
"Avançar de imediato para a recuperação de Gaza"
A faixa de Gaza é outra questão humanitária que preocupa Jorge Moreira da Silva, dizendo que os problemas não desapareceram. A entrada de alimentos é a única melhoria que aponta, mas sublinha que tem tentado avisar vários países para a importância da reconstrução de Gaza.

"Não podemos esperar pela reconstrução de Gaza", alerta, expondo que é necessário "avançarmos de imediato para a recuperação". Depois de ter visitado este território várias vezes, dá o exemplo de infraestruturas e de habitações que têm de ser recuperadas. 
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