Raid aéreo israelita sobre a Faixa de Gaza

Aparelhos da Força Aérea israelita efectuaram hoje mais um raid sobre a Faixa de Gaza após um novo disparo de um foguete pelos palestinianos, anunciou uma porta-voz militar de Israel.

Agência LUSA /

"Os aparelhos visaram uma zona desabitada de onde foram disparados foguetes durante estes últimos dias", indicou a mesma porta-voz, sem revelar mais pormenores.

Antes, um foguete, disparado por palestinianos a partir da Faixa de Gaza, caiu no sul de Israel, no sector da cidade de Sdérot, sem no entanto provocar vítimas ou danos materiais, revelou fonte militar.

O disparo aconteceu algumas horas após um alerta do exército israelita em que se mostrou disposto a prosseguir os seus raids aéreos e os seus tiros de artilharia sobre a Faixa de Gaza, se a Jihad Islâmica e outros grupos armados palestinianos continuarem a lançar foguetes contra território israelita.

"O exército israelita vai reagir com firmeza, e por todos os meios à sua disposição, para impedir os ataques contra a população civil", preveniu uma porta-voz militar.

O exército israelita efectuou segunda-feira à noite vários tiros de artilharia sobre o norte da Faixa de Gaza e lançou posteriormente dois ataques aéreos contra edifícios do território, em resposta aos disparos de foguetes palestinianos contra o sul de Israel.

Estes tiros de foguetes foram os primeiros em direcção ao território israelita desde o anúncio, pelos principais grupos armados palestinianos, a 27 de Setembro, da decisão de acabar com os seus ataques a partir da Faixa de Gaza, território que Israel abandonou a 12 de Setembro, após 38 anos de ocupação.

Denunciando "a escalada da agressão israelita", um porta-voz do ministério do interior palestiniano indicou que cinco pessoas, entre as quais duas mulheres e uma criança, ficaram feridas em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, num dos raids aéreos israelitas.

Os tiros de foguetes contra o sul de Israel foram reivindicados pela Jihad Islâmica, movimento radical que proclamou querer vingar desta forma a morte de Louai Saadi, 32 anos, um dos seus líderes, abatido domingo à noite pelo exército israelita.

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