Raloxifen previne cancro da mama, mas com menos efeitos que Tamoxifen

Um novo estudo concluiu que um medicamento habitualmente usado para tratar fracturas ósseas previne o cancro da mama tão eficazmente quanto o actualmente mais usado (tamoxifen), mas com menos efeitos secundários, anunciou o National Cancer Institute.

Agência LUSA /

O fármaco (raloxifen) é actualmente usada no tratamento das fracturas ósseas resultantes da osteoporose.

Os resultados deste novo estudo, realizado pelo Governo dos Estados Unidos em cerca de 20 mil mulheres, sugerem que o raloxifen pode superar a antiga terapia como primeira escolha na prevenção do cancro da mama em mulheres em fase pós-menopausa e com alto risco de desenvolverem a doença.

"Agora as mulheres podem escolher", disse numa entrevista o director do departamento de prevenção do cancro do National Cancer Institute, Leslie Ford, defendendo que "são boas notícias porque estamos-lhes a dar uma escolha com poucos efeitos secundários".

Para já, o tamoxifen é a única droga aprovada na redução do desenvolvimento de cancro da mama em mulheres de alto risco.

É uma droga de duplo uso: actua como o estrógeno em alguns tecidos e como um anti-estrógeno noutros.

O estrógeno consegue alimentar alguns cancros da mama, fazendo do tamoxifen uma escolha a longo prazo tanto para prevenir o retorno da doença em mulheres sensíveis à hormona como para reduzir as hipóteses de atacar as mulheres de alto risco.

Mas o tamoxifen causa efeitos secundários raros, mas perigosos porque aumenta o risco de as mulheres virem a sofrer de cancro do útero ou de formarem coágulos no sangue que podem ser mortais.

Comparados os dois medicamentos, o National Cancer Institute chegou à conclusão que o raloxifen provoca menos efeitos secundários, diminuindo em 36 por cento, nas mulheres que participaram no estudo, o risco de um cancro uterino e em 29 por cento o risco de coágulos no sangue.

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