EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Rangel condena ataques do Hezbollah mas pede respeito pela soberania do Líbano

Rangel condena ataques do Hezbollah mas pede respeito pela soberania do Líbano

O ministro dos Negócios Estrangeiros português condenou hoje os ataques do movimento xiita Hezbollah contra Israel, considerando que a ameaça que representam deve ser tida em conta, mas pediu respeito pela integridade territorial do Líbano.

Lusa /

Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas, Paulo Rangel foi questionado se lhe parecem fazer sentido os atuais bombardeamentos de Israel no Líbano.

Na resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que, "em primeiro lugar, é preciso dizer que é altamente condenável a ação do Hezbollah que, justamente, motivou isto".

"Aliás, o primeiro Governo a mostrar essa consciência foi o Governo do Líbano, que tomou medidas relativamente ao Hezbollah - designadamente a interdição do uso de armas -, de grande coragem, num momento muito difícil, quando começaram os primeiros ataques do Hezbollah a território israelita", referiu.

Rangel afirmou que, aquando desses primeiros ataques, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu uma posição oficial na qual condenava os ataques do Hezbollah, mas em que pedia igualmente que "o Governo libanês pudesse exercer a sua autoridade com plenitude, no seu espaço de soberania".

"Não é isso que tem acontecido e, obviamente, nós lamentamos que a situação se esteja deteriorando", disse, apesar de indicar que a ameaça do Hezbollah sobre o norte de Israel "tem sido fortíssima".

"Os ataques têm sido extremamente fortes e, portanto, isso também tem de ser tido em conta. Mas, em todo o caso, nós, claramente, consideramos que a integridade territorial do Líbano deveria ser respeitada", afirmou.

Questionado se lhe parece assim que se deve deixar Israel agir sozinho, Rangel reiterou que a posição do Governo "é anterior a desenvolvimentos mais visíveis da situação, mesmo no início".

"Louvando o Governo do Líbano, elogiando o Governo do Líbano, lamentando e condenando os ataques do Hezbollah, que o próprio Governo do Líbano considera que motivaram esta questão, mas, ainda assim, desejando que seja respeitada a soberania libanesa e que não tenhamos aqui mais uma frente dificílima de conflito", afirmou.

Tópicos
PUB