Mundo
Recado para Espanha. Itália e Dinamarca defendem centros de deportação
Em comunicado, as chefes dos governos de Itália e Dinamarca avisam: "Não aceitamos a imigração descontrolada para a Europa e temos promovido uma política de imigração rigorosa, tanto nos nossos países como na Europa". Giorgia Meloni e Mette Frederiksen querem que sejam criados centros de deportação em países terceiros.
A mensagem surge durante um braço-de-ferro entre Roma e Madrid na sequência da entrada maciça de imigrantes em Ceuta há 11 dias, a 30 de julho.
Após essa entrada em Ceuta, a a Itália introduziu controlos nos aeroportos e portos para os viajantes provenientes de Espanha.
Perante a recusa italiana em levantar esses controlos, Madrid impôs a mesma medida para provenientes de Itália.
Em Ceuta no fim de semana, os habitantes da cidade autónoma espanhola voltaram a exigir uma solução ao Governo e às autoridades europeias.Este domingo, durante um protesto convocado por associações religiosas e de moradores, uma das frases mais repetidas foi “Ceuta não está à venda. Ceuta é Espanha”.
No passado dia 30 de julho entraram na cidade autónoma espanhola mais de 72 mil pessoas provenientes de Marrocos.
Após essa entrada em Ceuta, a a Itália introduziu controlos nos aeroportos e portos para os viajantes provenientes de Espanha.
Perante a recusa italiana em levantar esses controlos, Madrid impôs a mesma medida para provenientes de Itália.
Em Ceuta no fim de semana, os habitantes da cidade autónoma espanhola voltaram a exigir uma solução ao Governo e às autoridades europeias.Este domingo, durante um protesto convocado por associações religiosas e de moradores, uma das frases mais repetidas foi “Ceuta não está à venda. Ceuta é Espanha”.
De novo se ouviram as críticas ao “abandono” de Ceuta pelo Governo de Pedro Sánchez.
Licenças militares canceladas
Entretanto, o Ministério espanhol da Defesa anunciou que estão canceladas todas as licenças dos militares destacados em Ceuta, a partir de 13 de agosto.
O Comando Geral de Ceuta estabelece apenas uma exceção para casos “devidamente justificados e autorizados” pelo chefe da unidade correspondente.
O presidente da Associação de Tropas e Marinha Espanhola (ATME), citado pela agência EFE, explica que isto implica que todos os militares que estão em férias vão ter de regressar a Ceuta.
A ATME sublinha que esta ordem se deve à “grave situação” vivida em
Ceuta e face a uma possível nova entrada em massa no próximo sábado, dia
15, para a qual foram detetados apelos através das redes sociais.
No passado dia 30 de julho entraram na cidade autónoma espanhola mais de 72 mil pessoas provenientes de Marrocos.