Referendo à constituição origina confrontos no Egito

Dois anos após o início da Primavera Árabe, a Antena 1 faz um balanço do que mudou em alguns países afetados pelo movimento. No Egito, o referendo à constituição, que deu a vitória à Irmandade Muçulmana na primeira volta, tem originado novos confrontos entre apoiantes da oposição e apoiantes do regime.

Raquel Mourão Lopes /
No próximo sábado, 22 de dezembro, está marcada a segunda volta para a votação do referendo à constituição. São 17 regiões com 25 milhões de eleitores.

A Frente de Salvação Nacional, coligação que une quase todos os grupos liberais e laicos na oposição, alertou para irregularidades e violações no referendo e apelou aos apoiantes para que votasse contra um texto "demasiado islamista e que coloca em risco as liberdades individuais".

A violência regressou aos ruas, com confrontos em Alexandria e Cairo. Há quem acuse Morsi de querer ser o novo faraó, de querer roubar a revolução, de querer fazer do Egito um país islâmico onde a Sharia é a lei suprema.
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