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Reforma judicial em Israel. Polícia usa força máxima para desmobilizar manifestantes
A reforma judicial em Israel está a levar centenas de manifestantes às ruas para contestar as decisões do Knesset, Parlamento israelita. Em resposta aos protestos, a polícia vem agora respondendo com uma intervenção agressiva, mais um elemento desse ambiente conturbado da vida do país, com os líderes políticos a trocar acusações ácidas.
De acordo com o The Times of Israel, pela primeira vez em dois meses, a polícia respondeu com violência sobre os manifestantes na cidade de Telaviv, usando gás pimenta e granadas de atordoamento. Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas em confrontos com as forças de segurança, tendo sido obtrigados a receber tratamento hospitalar.
Trinta e nove pessoas foram detidas por todo o país, depois de os protestos a nível nacional terem bloqueado estradas e parado o funcionamento dos comboios, com milhares de manifestantes a marchar pelas ruas.
Trinta e nove pessoas foram detidas por todo o país, depois de os protestos a nível nacional terem bloqueado estradas e parado o funcionamento dos comboios, com milhares de manifestantes a marchar pelas ruas.
Nas redes sociais têm sido partilhados vídeos que mostram polícia a cavalo a avançar sobre os manifestantes antes de serem usados canhões de água para dispersar a multidão.
Estes acontecimentos têm levado a uma troca de acusações entre Benjamin Netanyahu e Yair Lapid, líder do principal partido da oposição. Netanyahu acusa Lapid de instigar à anarquia e não se comprometer com um acordo nas negociações com o governo, uma atitude que o primeiro-ministro vê como tentativa de forçar novas eleições no país.
“É proibido bater em polícias, é proibida a disrupção da rotina diária do país e bloquear estradas”, declarou Bibi Netanyahu no Knesset, sublinhando que Lapid “não quer chegar a um acordo, não quer diálogo, ele quer evitar isso mesmo, criar uma crise constitucional e, por conseguinte, novas eleições”.
Em resposta, Lapid escreveu no Twitter que “a única anarquia que existe foi criada pelo governo, que perdeu capacidade para liderar o país. Alguém que deixa Ben Gvir (ministro da Segurança Nacional) brincar com explosivos sabe que a situação vai terminar com uma explosão”.
A oposição já avisou que não vai encetar negociações enquanto o governo continuar a aprovar as leis que tem aprovado no Knesset. A coligação no poder procura entretanto desvalorizar o trabalho da oposição, apesar do pedido do presidente israelita para que um diálogo entre as partes.
Os protestos saíram à rua em particular depois de o parlamento discutir uma matéria que proíbe o Supremo Tribunal de Israel de interferir na legislação do país.
Estes acontecimentos têm levado a uma troca de acusações entre Benjamin Netanyahu e Yair Lapid, líder do principal partido da oposição. Netanyahu acusa Lapid de instigar à anarquia e não se comprometer com um acordo nas negociações com o governo, uma atitude que o primeiro-ministro vê como tentativa de forçar novas eleições no país.
“É proibido bater em polícias, é proibida a disrupção da rotina diária do país e bloquear estradas”, declarou Bibi Netanyahu no Knesset, sublinhando que Lapid “não quer chegar a um acordo, não quer diálogo, ele quer evitar isso mesmo, criar uma crise constitucional e, por conseguinte, novas eleições”.
Em resposta, Lapid escreveu no Twitter que “a única anarquia que existe foi criada pelo governo, que perdeu capacidade para liderar o país. Alguém que deixa Ben Gvir (ministro da Segurança Nacional) brincar com explosivos sabe que a situação vai terminar com uma explosão”.
A oposição já avisou que não vai encetar negociações enquanto o governo continuar a aprovar as leis que tem aprovado no Knesset. A coligação no poder procura entretanto desvalorizar o trabalho da oposição, apesar do pedido do presidente israelita para que um diálogo entre as partes.
Os protestos saíram à rua em particular depois de o parlamento discutir uma matéria que proíbe o Supremo Tribunal de Israel de interferir na legislação do país.
De acordo com os manifestantes, os protestos são pacíficos, mas a intervenção da polícia tem-se tornado cada vez mais violenta, contando apesar disso com o apoio de Bem Gvir, o ministro da Segurança.
Bem Gvir, um político supremacista da ultra-direita, já avisou as forças da ordem que deve haver “tolerância zero contra anarquistas”. Os comentários dirigidos aos manifestantes, que Gvir apelida de “agressores da polícia que levam à anarquia”, foram prontamente saudados por Benjamin Netanyahu.
Já Yair Lapid pediu à polícia para intervir de forma diferente junto dos manifestantes e para “ignorar” os apelos de Bem Gvir para incendiar os ânimos. “Os manifestantes são patriotas israelitas e antigos combatentes nas Forças Armadas – eles estão a lutar pelos valores da liberdade, justiça e democracia”, disse Lapid.
Os protestos já levaram ao cancelamento da agenda de Netanyahu. Muitas da manifestações tiveram bloqueios de estradas entre Jerusalém e a zona costeira e para os próximos dias estão marcados novos protestos e greves por todo o país.
“Israel não se vai tornar numa ditadura – os milhões que foram para as ruas nas últimas oito semanas tornaram este ideia muito clara – e agora estamos numa direção que nos leva à ação”, explicaram os organizadores dos protestos, pedindo à polícia para que ignore Ben Gvir e deixe as manifestações decorrerem de forma pacífica.
Bem Gvir, um político supremacista da ultra-direita, já avisou as forças da ordem que deve haver “tolerância zero contra anarquistas”. Os comentários dirigidos aos manifestantes, que Gvir apelida de “agressores da polícia que levam à anarquia”, foram prontamente saudados por Benjamin Netanyahu.
Já Yair Lapid pediu à polícia para intervir de forma diferente junto dos manifestantes e para “ignorar” os apelos de Bem Gvir para incendiar os ânimos. “Os manifestantes são patriotas israelitas e antigos combatentes nas Forças Armadas – eles estão a lutar pelos valores da liberdade, justiça e democracia”, disse Lapid.
Os protestos já levaram ao cancelamento da agenda de Netanyahu. Muitas da manifestações tiveram bloqueios de estradas entre Jerusalém e a zona costeira e para os próximos dias estão marcados novos protestos e greves por todo o país.
“Israel não se vai tornar numa ditadura – os milhões que foram para as ruas nas últimas oito semanas tornaram este ideia muito clara – e agora estamos numa direção que nos leva à ação”, explicaram os organizadores dos protestos, pedindo à polícia para que ignore Ben Gvir e deixe as manifestações decorrerem de forma pacífica.