Mundo
Regimes da Líbia e Barhein tentam ter mão na população
O exército do Barhein tentou dispersar a multidão que se reunia na principal praça da capital disparando sobre cerca de mil manifestantes. Dezenas de pessoas ficaram feridas. Na Líbia, os confrontos entre manifestantes e elementos das forças de segurança e milícias fiéis ao regime fizeram 84 mortos só na última noite, de acordo com os números da Human Rights Watch.
Dezenas de pessoas ficaram feridas em Manama, capital do Barhein. Só a um dos hospitais da capital chegaram 55 feridos, quatro em estado grave. O ataque aconteceu no momento em que o príncipe herdeiro prometia dialogar com os opositores.
O presidente norte-americano Barack Obama já falou ao telefone com o rei Issa Al-Khalifa para condenar a violência usada pelas forças de segurança na repressão dos manifestantes.
De acordo com um comunicado da Casa Branca, refere a Agência France Press que "o presidente falou ao rei Hamad ben Issa Al Khalifa do Bahrein esta noite para debater a situação naquele país", reiterando "que condenava a violência utilizada contra manifestantes pacíficos e exortou o governo do Bahrein a dar provas de contenção".
No mesmo sentido, a chefe da diplomacia europeia também deixou um recado ao príncipe herdeiro: Catherine Ashton diz que "o diálogo anunciado pelo príncipe herdeiro do Bahrein, Salman Ben Hamad Al-Khalifa, para atender às demandas e aspirações do povo deve começar sem demora".
Ashton juntou-se ainda a Obama na preocupação demonstrada acerca da violência exercida sobre os manifestantes pelas forças de segurança: em comunicado aponta que está "profundamente preocupada com as últimas informações sobre o uso da violência pelas forças de segurança" e "lamenta a perda de vidas".
Oposição quer demissão do governo e retirada do exército
Abdel Jalil Khalil Ibrahim, destacado dirigente da oposição xiita, exigiu a demissão do governo e a retirada do exército das ruas de Manama. O chefe do bloco parlamentar Wefaq, principal formação da oposição xiita, diz que só assim aceitará a oferta de diálogo posta em cima da mesa pelo príncipe herdeiro.
"Para permitir o diálogo, o governo deve demitir-se e o exército retirar-se das ruas" da capital, exigiu Abdel Jalil Khalil Ibrahim, acusando as autoridades: "Não estamos perante uma linguagem de diálogo, mas da linguagem das armas".
HRW acusa forças líbias de matarem 84 pessoas
A organização Human Rights Watch (HRW) diz basear-se em testemunhos de fontes hospitalares quando acusa as forças de segurança líbias de em três dias terem matado pelo menos 84 pessoas.
"As autoridades líbias devem parar imediatamente os ataques contra manifestantes pacíficos e protegê-los de grupos armados pró-governo", instava a HRW num comunicado.
Os focos principais de tensão são cidades a Este do país, em especial em Al Baida e Bengazi, cidade onde dezenas de presos terão fugido de uma cadeia e incendiado as instalações do Ministério Público, um banco e uma esquadra da polícia.
Autoridades cortam Internet
Os manifestantes exigem a partida de Kadhafi, que está no poder desde 1969. Para tentar controlar a situação de caos que começa a alastrar nas ruas líbias, as autoridades cortaram a Internet. O regime procura desta forma impedir os manifestantes antigovernamentais de se organizarem e comunicarem entre si.
Em diversas cidades líbias realizaram-se esta sexta-feira manifestações reclamando o afastamento de Muammar Kadhafi, muitas convocadas por grupos constituídos no Facebook.
Entretanto, o procurador-geral da Líbia ordenou a abertura de um inquérito sobre a violência nas manifestações contra o regime.
"O Ministério Público ordenou a abertura de uma investigação sobre as razões e os resultados dos eventos em várias cidades e apelou para que houvesse celeridade nos procedimentos para rapidamente julgar-se os culpados de mortes ou saques", apontou fonte oficial.
O presidente norte-americano Barack Obama já falou ao telefone com o rei Issa Al-Khalifa para condenar a violência usada pelas forças de segurança na repressão dos manifestantes.
De acordo com um comunicado da Casa Branca, refere a Agência France Press que "o presidente falou ao rei Hamad ben Issa Al Khalifa do Bahrein esta noite para debater a situação naquele país", reiterando "que condenava a violência utilizada contra manifestantes pacíficos e exortou o governo do Bahrein a dar provas de contenção".
No mesmo sentido, a chefe da diplomacia europeia também deixou um recado ao príncipe herdeiro: Catherine Ashton diz que "o diálogo anunciado pelo príncipe herdeiro do Bahrein, Salman Ben Hamad Al-Khalifa, para atender às demandas e aspirações do povo deve começar sem demora".
Ashton juntou-se ainda a Obama na preocupação demonstrada acerca da violência exercida sobre os manifestantes pelas forças de segurança: em comunicado aponta que está "profundamente preocupada com as últimas informações sobre o uso da violência pelas forças de segurança" e "lamenta a perda de vidas".
Oposição quer demissão do governo e retirada do exército
Abdel Jalil Khalil Ibrahim, destacado dirigente da oposição xiita, exigiu a demissão do governo e a retirada do exército das ruas de Manama. O chefe do bloco parlamentar Wefaq, principal formação da oposição xiita, diz que só assim aceitará a oferta de diálogo posta em cima da mesa pelo príncipe herdeiro.
"Para permitir o diálogo, o governo deve demitir-se e o exército retirar-se das ruas" da capital, exigiu Abdel Jalil Khalil Ibrahim, acusando as autoridades: "Não estamos perante uma linguagem de diálogo, mas da linguagem das armas".
HRW acusa forças líbias de matarem 84 pessoas
A organização Human Rights Watch (HRW) diz basear-se em testemunhos de fontes hospitalares quando acusa as forças de segurança líbias de em três dias terem matado pelo menos 84 pessoas.
"As autoridades líbias devem parar imediatamente os ataques contra manifestantes pacíficos e protegê-los de grupos armados pró-governo", instava a HRW num comunicado.
Os focos principais de tensão são cidades a Este do país, em especial em Al Baida e Bengazi, cidade onde dezenas de presos terão fugido de uma cadeia e incendiado as instalações do Ministério Público, um banco e uma esquadra da polícia.
Autoridades cortam Internet
Os manifestantes exigem a partida de Kadhafi, que está no poder desde 1969. Para tentar controlar a situação de caos que começa a alastrar nas ruas líbias, as autoridades cortaram a Internet. O regime procura desta forma impedir os manifestantes antigovernamentais de se organizarem e comunicarem entre si.
Em diversas cidades líbias realizaram-se esta sexta-feira manifestações reclamando o afastamento de Muammar Kadhafi, muitas convocadas por grupos constituídos no Facebook.
Entretanto, o procurador-geral da Líbia ordenou a abertura de um inquérito sobre a violência nas manifestações contra o regime.
"O Ministério Público ordenou a abertura de uma investigação sobre as razões e os resultados dos eventos em várias cidades e apelou para que houvesse celeridade nos procedimentos para rapidamente julgar-se os culpados de mortes ou saques", apontou fonte oficial.