Registado novo recorde de temperatura da superfície do mar

Registado novo recorde de temperatura da superfície do mar

A temperatura média diária global da superfície do mar atingiu o nível mais elevado de sempre. Não é teimosia, é preocupação crescente dos cientistas que perante novos recordes partilham os valores que não representam boas notícias para a Humanidade. O caso mais recente, divulgado esta segunda-feira, aconteceu no sábado, dia 22 de agosto. A temperatura média diária global da superfície do mar atingiu 21,1 °C a 22 de agosto. Superou o recorde anterior de 21,09 °C.

Cristina Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Isaac Sloman - Unsplash

O Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas avisa que foi ultrapassado o recorde anterior que vigorava desde março de 2024.

“O momento em que este recorde foi registado é particularmente notável. As temperaturas globais dos oceanos atingem normalmente os valores mais elevados em março e abril, na sequência do verão austral, mas este recorde foi atingido em agosto”, lê-se no comunicado do Serviço Copernicus. Os cientistas asseguram que “este último recorde diário surge na sequência de uma sucessão de recordes mensais e valores próximos de recordes da temperatura da superfície do mar” ao longo deste ano.

Isto alimenta o aviso de que está a ser observado “o aquecimento persistente em grande parte do oceano global.”

A vice-diretora do Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas, da União Europeia, insiste que “as consequências já são visíveis: o número de dias de ondas de calor marinhas em todo o mundo mais do que triplicou desde o início da década de 1990.”

Portanto, o que está a acontecer é “uma pressão crescente sobre os ecossistemas marinhos e as comunidades que dependem deles”. Por exemplo, “indústrias como a pesca e a aquacultura”, recorda Samantha Burgess, citada no comunicado do Serviço Copernicus.

“Um oceano mais quente contribui para a subida do nível do mar (…), aumentando os riscos para as comunidades costeiras e as nações insulares de baixa altitude”, alertam os investigadores.

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