Reino Unido e França defendem extensão do cessar-fogo ao Líbano
A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, defendeu hoje o alargamento do cessar-fogo entre Washington e Teerão ao Líbano demonstrando preocupação face aos recentes bombardeamentos de Israel.
Cooper disse estar profundamente preocupada com o agravamento dos ataques realizados na quarta-feira por Israel contra o Líbano.
"Vimos as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano", afirmou a chefe da diplomacia britânica à estação de televisão Sky News.
Os ataques israelitas de quarta-feira fizeram 182 mortos e provocaram ferimentos a mais de mil pessoas, segundo as autoridades libanesas.
Nas últimas 24 horas, a diplomacia de Paris defendeu igualmente a extensão do cessar-fogo ao Líbano.
Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês reiterou a posição considerando intoleráveis os ataques israelitas.
Jean-Noel Barrot disse hoje à rádio France Inter que Paris já demonstrou total solidariedade com Beirute.
O Governo do Líbano decretou hoje luto nacional.
Por outro lado, Barrot disse que a introdução de um sistema de portagens no Estreito de Ormuz seria "inaceitável", sublinhando que a medida anunciada por Teerão sobre a via marítima pode violar o direito internacional.
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês a navegação em águas internacionais é um bem comum que não deve ser impedido por qualquer obstáculo ou direito de passagem.
"Ninguém aceitaria isto, simplesmente porque é ilegal. As águas internacionais são livres para a circulação de navios", acrescentou Jean-Noel Barrot.