Mundo
Reino Unido. Ed Miliband nos Negócios Estrangeiros e John Healey nas Finanças
Além de Ed Milliband como novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Downing Street anunciou que Shabana Mahmood se irá manter como ministra do Interior. Minutos depois confirmou John Healey como novo chanceler.
Depois de servir nos governos de Gordon Brown e de Tony Blair, Ed Miliband liderou o Partido Trabalhista entre 2010 e 2015. Desempenhou ainda funções como secretário de Estado para a Segurança Energética entre julho de 2024 e julho de 2026, durante o governo do primeiro-ministro Keir Starmer.
O novo responsável pela diplomacia britânica afirmou à BBC que este cargo é "a honra da minha vida".
Depois da confirmação de Milliband e de Mahmood, veio o anúncio do novo chanceler, o antigo ministro da Defesa, John Healey, para o lugar de Rachel Reeves.
A nomeação é o "maior privilégio", reagiu Healey na rede X. "Juntos, construiremos uma nova economia, uma nova esperança e promoveremos o progresso da classe trabalhadora deste país", escreveu ainda. "Hora de começar a trabalhar". Healey esteve cinco anos no Departamento do Tesouro de Gordon Brown, com conhecimentos específicos da tentativa daquela época de regenerar e descentralizar o poder – as Agências de Desenvolvimento Regional, posteriormente extintas pelo Governo de Coligação. É muito respeitado no panorama internacional e construiu laços com importantes aliados económicos na Europa, no Médio Oriente e nos Estados Unidos.
Healey demitiu-se do executivo de Starmer no mês passado, por divergências quanto ao financiamento das Forças Armadas do Reino Unido. Na altura, Healey deixou claro que desejava um plano concreto para aumentar as despesas de defesa do Reino Unido para 3 por cento do PIB até 2030.
Terá agora de cumprir, como ministro das Finanças, o que pediu enquanto responsável pela Defesa.
Shabana Mahmood tem sido uma das figuras mais proeminentes do Partido Trabalhista desde a vitória do partido nas eleições gerais de 2024, tendo sido deputada por Birmingham Ladywood desde 2010. Foi depois nomeada Secretária da Justiça antes de substituir Yvette Cooper como secretária do Interior, em setembro de 2025.
Louise Haigh, que se consolidou como uma aliada fundamental de Andy Burnham, foi entretanto confirmada como primeira secretária de Estado e chanceler do Ducado de Lancaster.
A ex-secretária dos Transportes, que renunciou ao cargo em novembro de 2024 depois de se ter declarado culpada de um crime de fraude ocorrido há uma década, substitui Darren Jones, aliado de Starmer, na função.
A ex-secretária dos Transportes, que renunciou ao cargo em novembro de 2024 depois de se ter declarado culpada de um crime de fraude ocorrido há uma década, substitui Darren Jones, aliado de Starmer, na função.
Demissões
Esperavam-se algumas mudanças consideráveis ao nível do gabinete, uma vez que Burnham deveriai abrir espaço para colocar os seus aliados em cargos importantes.
A ex-ministra das Finanças de Starmer anunciara pouco antes a sua
demissão, na rede X, com votos de sucesso ao próximo gabinete britânico.
Além de Reeves, o vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça, David Lammy e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, foram dos primeiros a colocar o lugar à disposição.
Contactos internacionais
Além da nomeação do seu gabinete, outra das prioridades de Burnham foi falar com os aliados tradicionais do Reino Unido.
Num telefonema com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e Burnham, concordaram em manter a estreita colaboração entre as suas equipas encarregues de organizar uma cimeira Reino Unido-UE ainda este ano.
Burnham também contactou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantindo compromissos de Londres.
"O primeiro-ministro sublinhou o seu compromisso com a defesa e a segurança e disse que garantir a segurança do Reino Unido e dos seus aliados era a sua principal prioridade", disse um porta-voz de Downing Street, num comunicado sobre a ligação, que ocorreu pouco depois de Burnham ter assumido o cargo de primeiro-ministro.
"O presidente atualizou então a situação no Médio Oriente, e o primeiro-ministro delineou o compromisso do Reino Unido em garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, para apoiar as cadeias de abastecimento globais e reduzir os custos para as empresas e famílias em todo o país".
Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao novo primeiro-ministro britânico o seu apoio "inabalável".
Além da nomeação do seu gabinete, outra das prioridades de Burnham foi falar com os aliados tradicionais do Reino Unido.
Num telefonema com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e Burnham, concordaram em manter a estreita colaboração entre as suas equipas encarregues de organizar uma cimeira Reino Unido-UE ainda este ano.
Burnham também contactou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantindo compromissos de Londres.
"O primeiro-ministro sublinhou o seu compromisso com a defesa e a segurança e disse que garantir a segurança do Reino Unido e dos seus aliados era a sua principal prioridade", disse um porta-voz de Downing Street, num comunicado sobre a ligação, que ocorreu pouco depois de Burnham ter assumido o cargo de primeiro-ministro.
"O presidente atualizou então a situação no Médio Oriente, e o primeiro-ministro delineou o compromisso do Reino Unido em garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, para apoiar as cadeias de abastecimento globais e reduzir os custos para as empresas e famílias em todo o país".
Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao novo primeiro-ministro britânico o seu apoio "inabalável".
c/agências