Mundo
Reino Unido. Starmer quer cumprir promessa de "virar a página do caos" político
Numa carta enviada ao ministro demissionário da Saúde, Wes Streeting, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reitera que o seu Governo precisa de cumprir a promessa "de acabar com o caos" político, afirmando lamentar a demissão de Streeting do cargo.
"Lamento muito que já não esteja sentado à mesa do gabinete a ajudar a transformar o nosso Serviço Nacional de Saúde", disse Starmer.
Apontando para a redução das listas de espera e outras iniciativas na área da saúde, Starmer afirma: "Essa é a diferença que um governo trabalhista faz. Essa é a mudança que estamos a promover".
Starmer reconhece que os resultados das eleições autárquicas da semana passada “foram extremamente difíceis”. “Sei que muitos colegas viram bons amigos perder os seus lugares. Todos no nosso partido têm plena consciência de que os nossos adversários são mais perigosos do que nunca. São uma verdadeira ameaça aos valores que prezamos, às comunidades que representamos e ao país que amamos”, escreve.
Apesar disso, o primeiro-ministro britânico recusa demitir-se. “Cabe a todos nós erguer-nos para aquilo que vejo como uma batalha pela alma da nossa nação. Nesse âmbito, temos de cumprir todas as promessas que fizemos ao país, incluindo a promessa de virar a página do caos que foi justamente rejeitado pelo povo britânico nas últimas eleições legislativas”, declara.
O primeiro-ministro diz estar "verdadeiramente triste" pelo facto de Streeting não continuar no Governo, mas afirma: "Não tenho dúvidas de que continuará a desempenhar um papel importante no nosso partido por muitos anos".
"Espero que possamos trabalhar juntos para mostrar que o Partido Trabalhista no poder pode resolver os problemas que os nossos oponentes exploram, pode instaurar esperança onde eles querem desespero e pode unir as pessoas onde eles querem divisão”, remata.
Crise política em Downing Street
O ministro britânico da Saúde apresentou a demissão esta quinta-feira, sendo o primeiro ministro a resignar, numa altura em que Starmer enfrenta pressões para se demitir após os maus resultados do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais.
Na carta de demissão, Streeting afirma ter perdido a confiança na liderança de Starmer e que "é agora claro que não irá liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições legislativas". Streeting acusou o primeiro-ministro de fomentar a instabilidade política e de obrigar outros a assumir a culpa pelos fracassos do seu Governo.
Há vários dias que o chefe do Governo luta para se manter no cargo após eleições locais com resultados desastrosos para o Partido Trabalhista, na sequência de inúmeras polémicas que já o tinham fragilizado.
A pressão sobre o líder trabalhista aumentou quando, no início da semana, quatro secretários de Estado se demitiram e 86 deputados do seu partido exigiram a sua demissão.
Potenciais candidatos
Apesar da instabilidade, Starmer tem afirmado repetidamente que lutaria para manter o seu cargo, e fontes próximas do líder dizem que está determinado a enfrentar qualquer disputa, que poderá incluir Streeting e também outros ministros importantes da ala esquerda do partido.
O ministro da Saúde demitiu-se para pedir uma disputa pela liderança do partido, mas não iniciou uma disputa formal.
Uma fonte próxima de Streeting ouvida pela agência Reuters afirmou que o ministro da Saúde tem os números necessários para lançar um desafio formal a Starmer, mas decidiu não desencadear uma disputa imediata porque considerou que estabelecer um calendário ordenado era o caminho certo a seguir.
O deputado trabalhista britânico Josh Simons anunciou esta quinta-feira que vai renunciar ao seu cargo no Parlamento para dar ao presidente da Câmara de Grande Manchester, Andy Burnham, a possibilidade de regressar ao Parlamento e desafiar o primeiro-ministro Keir Starmer.
"Hoje, estou a colocar em primeiro lugar as pessoas que represento e o país que amo e vou renunciar ao meu cargo de deputado por Makerfield", escreveu Simons no X.
"Estou a afastar-me para que Andy Burnham possa regressar a casa, lutar para voltar ao Parlamento e, se for eleito, promover a mudança de que o nosso país tanto precisa”, acrescentou.
A decisão de Simons abre caminho para que Burnham seja selecionado pelo comité executivo nacional do Partido Trabalhista e, assim, colocar Burnham na corrida para se tornar o próximo líder do “Labour”.
No entanto, o processo poderá demorar semanas, ou talvez meses, o que poderia descartá-lo de qualquer disputa.
Apontando para a redução das listas de espera e outras iniciativas na área da saúde, Starmer afirma: "Essa é a diferença que um governo trabalhista faz. Essa é a mudança que estamos a promover".
Starmer reconhece que os resultados das eleições autárquicas da semana passada “foram extremamente difíceis”. “Sei que muitos colegas viram bons amigos perder os seus lugares. Todos no nosso partido têm plena consciência de que os nossos adversários são mais perigosos do que nunca. São uma verdadeira ameaça aos valores que prezamos, às comunidades que representamos e ao país que amamos”, escreve.
Apesar disso, o primeiro-ministro britânico recusa demitir-se. “Cabe a todos nós erguer-nos para aquilo que vejo como uma batalha pela alma da nossa nação. Nesse âmbito, temos de cumprir todas as promessas que fizemos ao país, incluindo a promessa de virar a página do caos que foi justamente rejeitado pelo povo britânico nas últimas eleições legislativas”, declara.
O primeiro-ministro diz estar "verdadeiramente triste" pelo facto de Streeting não continuar no Governo, mas afirma: "Não tenho dúvidas de que continuará a desempenhar um papel importante no nosso partido por muitos anos".
"Espero que possamos trabalhar juntos para mostrar que o Partido Trabalhista no poder pode resolver os problemas que os nossos oponentes exploram, pode instaurar esperança onde eles querem desespero e pode unir as pessoas onde eles querem divisão”, remata.
Crise política em Downing Street
O ministro britânico da Saúde apresentou a demissão esta quinta-feira, sendo o primeiro ministro a resignar, numa altura em que Starmer enfrenta pressões para se demitir após os maus resultados do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais.
Na carta de demissão, Streeting afirma ter perdido a confiança na liderança de Starmer e que "é agora claro que não irá liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições legislativas". Streeting acusou o primeiro-ministro de fomentar a instabilidade política e de obrigar outros a assumir a culpa pelos fracassos do seu Governo.
Há vários dias que o chefe do Governo luta para se manter no cargo após eleições locais com resultados desastrosos para o Partido Trabalhista, na sequência de inúmeras polémicas que já o tinham fragilizado.
A pressão sobre o líder trabalhista aumentou quando, no início da semana, quatro secretários de Estado se demitiram e 86 deputados do seu partido exigiram a sua demissão.
Potenciais candidatos
Apesar da instabilidade, Starmer tem afirmado repetidamente que lutaria para manter o seu cargo, e fontes próximas do líder dizem que está determinado a enfrentar qualquer disputa, que poderá incluir Streeting e também outros ministros importantes da ala esquerda do partido.
O ministro da Saúde demitiu-se para pedir uma disputa pela liderança do partido, mas não iniciou uma disputa formal.
Uma fonte próxima de Streeting ouvida pela agência Reuters afirmou que o ministro da Saúde tem os números necessários para lançar um desafio formal a Starmer, mas decidiu não desencadear uma disputa imediata porque considerou que estabelecer um calendário ordenado era o caminho certo a seguir.
O deputado trabalhista britânico Josh Simons anunciou esta quinta-feira que vai renunciar ao seu cargo no Parlamento para dar ao presidente da Câmara de Grande Manchester, Andy Burnham, a possibilidade de regressar ao Parlamento e desafiar o primeiro-ministro Keir Starmer.
"Hoje, estou a colocar em primeiro lugar as pessoas que represento e o país que amo e vou renunciar ao meu cargo de deputado por Makerfield", escreveu Simons no X.
"Estou a afastar-me para que Andy Burnham possa regressar a casa, lutar para voltar ao Parlamento e, se for eleito, promover a mudança de que o nosso país tanto precisa”, acrescentou.
A decisão de Simons abre caminho para que Burnham seja selecionado pelo comité executivo nacional do Partido Trabalhista e, assim, colocar Burnham na corrida para se tornar o próximo líder do “Labour”.
No entanto, o processo poderá demorar semanas, ou talvez meses, o que poderia descartá-lo de qualquer disputa.