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RENAMO exige repetição das votações em alguns círculos

RENAMO exige repetição das votações em alguns círculos

O presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama, exigiu hoje a repetição da eleição presidencial nos círculos onde as assembleias de voto não foram abertas no primeiro dia da votação, acusando os órgãos eleitorais de "incompetência".

Agência LUSA /

"Devem ser realizadas eleições onde não foram realizadas ou completadas devido a problemas organizacionais, pois houve assembleias de voto que abriram tarde e locais onde o material só esteve disponível no segundo dia de votação", disse em Maputo o líder e candidato presidencial do principal partido da oposição moçambicana.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique reconheceu na semana passada a não abertura de 37 assembleias de votos, o que impediu a participação de 37 mil eleitores nelas inscritos.

Aquele órgão eleitoral ainda não anunciou uma decisão sobre o caso.

Afonso Dhlakama afirmou à imprensa que "muitos" elementos da RENAMO nas assembleias foram impedidos de votar em diversas regiões do país, sobretudo em cinco distritos da província de Tete, centro.

"Fiscais dos outros partidos (incluindo a RENAMO) foram corridos ou não se puderam credenciar para que um determinado partido no poder governe sozinho", acusou, aludindo à FRELIMO.

O líder da RENAMO qualificou o processo de votação dos dias 01 e 02 de Dezembro de "crime praticado pela FRELIMO", apontando como exemplo "a expulsão de delegados de mesas" do seu partido, em Niassa, e "a troca de cadernos eleitorais em várias mesas das regiões centro e norte".

O gabinete eleitoral da RENAMO está a compilar os números de cadernos e postos de votação onde foram detectadas supostas irregularidades, devendo remeter uma queixa à CNE, informou Dhlakama.

"Muitos cadernos eram de 1999 e não foram colocados nas mesas nas regiões centro e norte do país. Será que o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) é incompetente só nestas regiões, porque isso não acontece no sul, onde os votos são favoráveis à FRELIMO?", questionou.

O líder da oposição lamentou ainda a elevada "abstenção artificial" nas eleições gerais moçambicanas, apelando para a não manipulação dos resultados eleitorais.

`Não quero que se repitam os jogos das eleições de 1994 e 1999. Se eu perder as eleições, serei o primeiro a reconhecer os resultados, mas terão de ser de forma justa", afirmou.

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