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Réplica de 6.1 lançou hoje o pânico na população

Réplica de 6.1 lançou hoje o pânico na população

Um forte abalo telúrico de magnitude 6.1 na escala aberta de Richter foi registado esta quarta-feira, em Port-au-Prince, cerca das 06h03 locais (11h03 em Lisboa). Não são conhecidos até ao momento danos pessoais ou materiais.

RTP /
Várias dezenas de réplicas têm vindo a ser sentidas no Haiti desde o Terramoto que lançou o caos e a morte naquele país das Caraíbas EPA

De acordo com o instituto geológico dos Estados Unidos, o sismo teve o seu epicentro a uma profundidade de 22 quilómetros. A enviada especial da RTP ao Haiti, Rosário Salgueiro, relatou em directo que a terra tremeu durante vinte segundos.

Os edifícios da capital haitiana tremeram e no acampamento onde está instalada a equipa humanitária enviada por Portugal levou as pessoas a saírem das tendas.

A capital haitiana voltou a viver momentos de pânico com os habitantes de Port-au-Prince a saíram a correr para as ruas, ao sentirem os edifícios a tremer mais uma vez.

De realçar que, desde o terramoto de grau 7.0 na escala aberta de Richter que levou a morte e o caos há uma semana ao país mais pobre do hemisfério ocidental, o país tem sido constantemente sacudido por réplicas de várias intensidades. Esta terá sido a réplica mais forte desde o terramoto.

O último balanço provisório feito pelas entidades oficiais é de 75.000 mortos, 250.00 feridos e um milhão de pessoas sem-abrigo.

Portugueses começaram a trabalharQuatro dias depois de chegarem e oito após o terramoto que devastou o Haiti, as equipas portuguesas de ajuda humanitária começam a trabalhar no hospital da Universidade de Miami instalado no Aeroporto de Port-au-Prince.

Os técnicos do INEM e da AMI vão dar apoio naquele hospital de campanha onde se encontram dezenas de vítimas do sismo.

A responsável pela equipa da emergência médica, Fátima Rato, considera ser um "cenário dantesco": "Nunca na minha vida vi tanta gente amputada".

"São duas tendas cheias de gente por todo o lado e 90 por cento dos doentes que estão ali têm fracturas ou lesões provocadas pela queda de estruturas", explicou Fátima Rato.

O INEM iniciou a sua acção de apoio no hospital na terça-feira à tarde, após reunião com os responsáveis da ONU pela área da saúde e uma visita ao local.

A equipa da AMI que seguiu também no C-130 da Força Aérea Portuguesa começa também a prestar a sua colaboração no hospital, mas será uma situação temporária, uma vez que já está em fase de conclusão um novo hospital de campanha que tem melhores condições e que fica situado mesmo ao lado do acampamento português.

À equipa das Forças Especiais de Bombeiros, os "canarinhos" cabe "dar apoio de logística à farmácia" do novo espaço médico, segundo clarificou o coordenador da equipa portuguesa, Elísio Oliveira. A equipa está desejosa de começar a trabalhar já que, como reconheceu Elísio Oliveira, o facto de estarem parados já há alguns dias "provoca stress".

A equipa humanitária portuguesa, constituída por cerca de 30 elementos, chegou no passado domingo à noite a Port-au-Prince, a bordo de um C-130 da Força Aérea Portugesa.

A missão integra elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), da Força Especial de Bombeiros, vulgarmente conhecida por "Canarinhos", do Instituto de Medicina Legal e da AMI.

O Haiti foi atingido por um violento sismo de 7,0 graus na escala de Richter, no dia 12 de Janeiro, que, de acordo com as últimas estimativas, terá provocado pelo menos 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desalojados.

 

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